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China mira turismo espacial e exploração profunda do espaço contra EUA

China planeja turismo espacial em cinco anos e avança na exploração de espaço profundo, buscando liderança tecnológica e competitividade com os EUA

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
People visit the booth of China Aerospace Science and Technology Corporation at China Beijing International High-tech Expo in Beijing, China June 8, 2017. REUTERS/Jason Lee
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  • A CASC, empresa estatal de aeroespacial, disse que vai desenvolver turismo espacial nos próximos cinco anos e, aos poucos, ampliar para turismo orbital, conforme a CCTV.
  • O plano inclui operar turismo espacial suborbital e construir infraestrutura de inteligência digital espacial em nível gigawatt.
  • China e Estados Unidos disputam tornar a exploração espacial um negócio comercial viável, com a China buscando tornar-se potência líder até 2045.
  • A China teve recorde de 93 lançamentos em 2024 e busca reduzir custos com reutilização de foguetes, enquanto questões continuam em torno do aproveitamento de foguetes reutilizáveis.
  • Em filings com a ITU, a China propõe colocar cerca de 200 mil satélites em órbita nos próximos 14 anos, com foco em mega-constelações e em normas de tráfego espacial; a inauguração da School of Interstellar Navigation sinaliza esse avanço.

China se compromete a turismo espacial e exploração profunda em meio à corrida tecnológica com EUA

A CASC, principal fornecedora espacial estatal, afirmou que desenvolverá turismo espacial nos próximos cinco anos, conforme veiculado pela CCTV. A meta inclui operações de turismo suborbital e, posteriormente, turismo orbital.

A declaração ocorreu em meio aos esforços da China para expandir o vuelo comercial espacial e avançar na exploração de espaço profundo, com a ambição de reduzir custos e ampliar capacidades industriais.

Metas e investimentos

Segundo a CCTV, a CASC planeja instalar uma infraestrutura de inteligência digital espacial de gigawatt e avançar em tecnologias-chave, como exploração de pequenos recursos celestes e mineração autônoma.

A instituição também destacou o monitoramento de detritos espaciais e o desenvolvimento de regras internacionais de tráfego espacial, alinhadas ao objetivo de tornar a China uma potência espacial líder até 2045.

Contexto internacional

Beijing busca ampliar sua presença ao lado de iniciativas privadas, enfrentando a dominância estadounidense com empresas como SpaceX, que já operam em órbita baixa e oferecem turismo espacial.

Além disso, a China solicitou, junto à ITU, alocação de grandes constelações de satélites — cerca de 200 mil unidades nos próximos 14 anos — para sustentar a infraestrutura orbital desejada.

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