- A galeria Claraboia, em são paulo, inaugura neste sábado a exposição coletiva “O Drama da Forma”, reunindo a influência de Francisco Brennand com cinco artistas contemporâneos: Bel Ysoh, Chacha Barja, Marina Woisky, Raphaela Melsohn e Ulrik López Medel, além de obras de acervo de Vicente do Rego Monteiro, sob curadoria de Rita Vênus.
- A mostra fica aberta até 9 de maio e ocorre no primeiro andar, convidando o público a enxergar a arte além do estado estático, partindo da cerâmica e do fogo como transformação irreversível.
- O espaço propõe superfícies que parecem derreter e formas que lembram ovos, tentáculos e organismos em expansão, revelando as marcas de como as peças foram criadas.
- A curadoria utiliza o pensamento de Brennand de que a produção é um “drama” que ultrapassa o autor, transformando o espaço expositivo em um campo de forças entre volumes e vazios.
- Paralelamente, no térreo, a galeria exibe “UMBO”, a mostra individual de Marcela Dias, com mais de vinte pinturas produzidas entre 2025 e 2026, em parceria com a galeria Marco Zero, em cartaz até 2 de maio.
A galeria Claraboia, em São Paulo, inaugura neste sábado a exposição coletiva O Drama da Forma, que parte do legado de Francisco Brennand (1927-2019) para dialogar com a produção de cinco artistas contemporâneos: Bel Ysoh, Chacha Barja, Marina Woisky, Raphaela Melsohn e Ulrik López Medel, além de obras do acervo de Vicente do Rego Monteiro (1899-1970). A curadoria é de Rita Vênus. A mostra ficará montada no primeiro andar até 9 de maio.
A proposta busca observar a cerâmica como ponto de partida e o fogo como agente de transformação. O espaço se transforma em cenário de mutações, com superfícies que parecem derreter e formas que lembram ovos, tentáculos e organismos em expansão. As peças revelam de perto as marcas do processo de criação.
A leitura curatorial toma Brennand como referência de um “drama” que ultrapassa o autor. Assim, volumes e vazios aproximam-se de um campo de forças, permitindo entender o trabalho artístico como movimento contínuo e instável entre matéria e forma.
Pintura em construção no térreo
Simultaneamente, no térreo, a Claraboia apresenta UMBO, exposição individual de Marcela Dias, realizada em parceria com a galeria Marco Zero. O texto é de Ariana Nuala. A mostra reúne mais de 20 pinturas criadas entre 2025 e 2026, centradas na materialidade da pintura.
Nas obras, tons velados, estruturas e formas arredondadas aparecem aos poucos, construídas com camadas de tinta, raspagens e diluições. O conjunto expõe as escolhas da artista ao longo do processo criativo. Marcela Dias apresenta uma visão consistente de pintura em transição.
Apesar das linguagens distintas, as duas exposições compartilham o interesse por processos em transformação. O Drama da Forma fica em cartaz até 9 de maio, e UMBO permanece aberto até 2 de maio.
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