- Sammу Amz, de 19 anos, descobriu a plataforma Omoggle ao navegar X e passou a competir em mog-offs com estranhos, após ver um streamer famoso no Twitch participando de um 1v1.
•
Omoggle usa reconhecimento facial para comparar traços e classifica os competidores em uma escala de 1 a 10, com o sistema PSL (Perceived Sexual Market Value) e ranking estilo xadrez.
•
A Twitch alterou suas regras, permitindo a participação em tendências atuais como o Omoggle, apesar de ter proibido anteriormente sites que conectam streamers a feeds de vídeo de desconhecidos.
•
A plataforma Omoggle funciona com um sistema de pontos e um ranking que varia entre diferentes níveis, incluindo categorias como “sub3” e uma nova linha chamada “molécula”.
•
Twitch recomenda cautela aos criadores: caso apareça conteúdo sensível, o streamer deve se mudar de cena rapidamente e não se envolver. A plataforma mantém a possibilidade de remoção de conteúdo que viole suas diretrizes.
O serviço Omoggle, ligado a plataformas de jogos, passou a permitir a conexão entre um streamer e um usuário desconhecido via vídeo, prática conhecida como mogging. A mudança ocorreu após a repercussão de uma atividade 1v1 envolvendo criadores de conteúdo no Twitch. A decisão da plataforma de streaming aconteceu na semana passada, em resposta a tendências surgidas no ambiente online.
Sammy Amz, de 19 anos, iniciou a experiência ao navegar pela rede social X e viu um streamer de Twitch participando de um confronto de mog-off contra um estranho. No dia seguinte, ele acessou o site Omoggle e começou a competir, observando indicadores na tela que medem traços faciais entre os competidores.
Ao entrar no Omoggle, Amz descreveu que o sistema atribui pontos com base em características faciais, entre elas proporções do rosto e formato da cabeça. O site utiliza um ranking similar ao Elo para classificar os participantes em níveis que vão de sub3 a molécula, com base em vitórias e derrotas.
A plataforma afirma que a utilidade da ferramenta está ligada à participação em tendências atuais. A mudança de regra do Twitch, anunciada na terça-feira, permitiu a participação nesse tipo de conteúdo, desde que não haja exposição de conteúdo inadequado ou violação das diretrizes da plataforma.
Twitch voltou a alertar que o uso de sites de chat aleatório pode exigir moderação cuidadosa, recomendando que os criadores mudem de cena rapidamente se surgirem conteúdos sensíveis. A empresa reiterou que continuará punindo conteúdos que violem suas normas, especialmente quando envolvem terceiros.
Dr. Paul Marsden, psicólogo e membro da British Psychology Society, afirmou que o PSL — utilizado pelo Omoggle para classificar competidores — é uma abordagem questionável. Ele destacou que o mundo está cada vez mais quantificado e sugeriu que gerações mais velhas não devem gerar pânico moral, mantendo uma leitura crítica sobre as tendências entre jovens.
O interesse pelo tema também ganhou visibilidade entre criadores e influenciadores. Alguns questionam os riscos da prática, enquanto outros veem uma forma de entretenimento e expressão da cultura de looksmaxxing. Ainda não há consenso sobre impactos psicológicos ou sociais.
Especialistas e plataformas mantêm a linha de que a proteção dos usuários deve prevalecer. A empresa responsável pelo Omoggle não divulgou detalhamentos sobre medidas de segurança adicionais, apenas a explicação de que a interação ocorre dentro de um ecossistema que mede desempenho e popularidade entre os participantes.
Entre na conversa da comunidade