- O Xbox One original (não inclui as versões S e X) foi hackeado com o exploit “Bliss” apresentado por Markus “Doom” Gaasedelen no RE//verse 2026.
- O método não é simples: exige microcontrolador, solda na placa-mãe e a remoção de capacitores para atingir a voltagem correta.
- A exploração permite a descriptografia completa de jogos e abre o console para usos não autorizados, algo que não era viável com o Dev Mode.
- A vulnerabilidade não pode ser corrigida apenas com atualização de firmware, dependendo de modificações de hardware para ser explorada.
- Uma possível explicação para a demora em surgir é que o Xbox One Dev Mode, criado em 2016 para rodar apps e emuladores, diminuiu a motivação para hackers antes, embora o exploit ainda seja relevante para preservação.
O Xbox One, lançado em 2013, era visto como resistente a hacks, diferentemente do que ocorreu com o PlayStation 4 em 2016. Até recentemente, o console era considerado inviolável para a maioria dos métodos de acesso não autorizado. A revelação veio durante a conferência RE//verse 2026, quando Markus Gaasedelen, conhecido como Doom, apresentou um exploit batizado de Bliss.
O método apresentado é complexo e exige ferramentas especializadas. Para funcionar, ele só atua em consoles Xbox One originais, excluindo as versões S e X. O processo envolve acoplamento de um microcontrolador à placa-mãe, solda e a remoção de capacitores para alcançar o nível de voltagem necessário.
Detalhes da exploração
Gaasedelen mostrou que o exploit pode permitir a carga de código não assinado ao longo de todos os níveis do sistema. Segundo a apresentação, a técnica não é simples de reproduzir e depende de hardware específico, o que reduz a probabilidade de uso generalizado. O esforço técnico limita a prática a poucos.
O que torna a descoberta relevante é o seu potencial para preservação de software. O Bliss não pode ser eliminado por meio de atualização de firmware, de acordo com a apresentação. O estudo também levanta questões sobre as motivações para alterações via modo de desenvolvedor no Xbox One, existente desde 2016.
Contexto e impactos
Especialistas destacam que o Bliss difere de métodos de jailbreak mais comuns, como aqueles aplicados ao PS4. O acesso aberto pelo exploit pode possibilitar a decryptação completa de jogos, ampliando o alcance para emuladores e outras aplicações não oficiais. Ainda assim, o conjunto de etapas técnicas mantém o alcance restrito.
Analistas apontam que o interesse pela exploração pode ter sido menor ao longo dos anos justamente pela disponibilidade do Modo Desenvolvedor desde 2016. A nova descoberta, porém, sugere que o console continua vulnerável a abordagens de engenharia reversa, ainda que de forma restrita.
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