- A 22ª edição do Anime Friends, em 2026, reuniu cerca de 200 mil pessoas no Distrito de Anhembi, em São Paulo, com atrações que percorrem a cultura pop asiática.
- Destaques incluíram Ultraman Teo, com exibição do primeiro episódio da nova série, lançada no Japão, e foco também no k-pop como fenômeno em ascensão no Brasil.
- O evento contou com palcos variados, incluindo espaço para cosplay, AF Festival (festival de música fora da Ásia) e painéis sobre dublagem e produção de mangás e animes.
- A programação recebeu convidados internacionais, como os cosplayers Leon Chiro, da Itália, e Elizabeth Rage, dos Estados Unidos, além de apresentações de bandas japonesas.
- Debates sobre uso de inteligência artificial na criação de conteúdos foram destacados, com a defesa de regras claras de autorização para uso de vozes e imagens de dubladores, conforme mostraram os organizadores e profissionais presentes.
O Anime Friends 2026 reuniu cerca de 200 mil pessoas em São Paulo, no Distrito de Anhembi. O evento destacou a evolução da cultura pop asiática, reunindo fãs de várias gerações ao longo de exposições, shows e atividades temáticas.
Entre os pilares da programação, o show de Ultraman Teo ganhou destaque com a exibição do primeiro episódio da nova série, lançada recentemente no Japão. A apresentação marcou a valorização de uma franquia que celebra 60 anos de circulação global, com ênfase na formação de público no Brasil.
A organização manteve a proposta de conectar o passado ao presente da cultura japonesa e asiática, combinando produções consagradas com novidades. O público pôde acompanhar a trajetória de ícones de cinema, música e entretenimento, além de estreias que prometem continuar na memória dos fãs.
Além de Ultraman, o evento enfatizou o crescimento do k-pop no Brasil. Entre as atrações estavam nomes da cena oriental, com shows de gêneros que vão do pop ao rock japonês, além de trilhas sonoras de animes e jogos. O formato abrangeu apresentações em múltiplos palcos para acomodar a diversidade de estilos.
O público contou com a participação de cosplayers internacionais, como Leon Chiro, da Itália, e Elizabeth Rage, dos Estados Unidos, que vieram ao Brasil para interagir com fãs e realizar atividades de referência no universo cosplay. A programação ocupou uma área de 55 mil metros quadrados, com estrutura ampla para acomodar atividades diversas.
A organização explicou que as atrações são distribuídas em seis palcos. Um espaço é dedicado ao k-pop e ao j-rock, outro ao cosplay, além de um palco específico para painéis de dublagem e para o show do Ultraman. O AF Festival compõe o conjunto de atividades do evento.
Brie Catalan e Rodrigo Mancini, conhecidos como Clebito, marcaram presença para acompanhar as atrações. O casal compartilhou, nas redes, experiências de viagens ao Japão e a relação entre o Brasil e a cultura japonesa, destacando a conexão entre público brasileiro e franquias como Pokémon.
Brie afirmou que o Brasil abriga a maior comunidade japonesa fora do Japão e reforçou o papel dos fãs na divulgação da cultura, principalmente entre as novas gerações que se aproximam das obras clássicas e das novidades do setor.
O debate sobre o mercado da cultura pop também ganhou espaço na programação. Painéis sobre dublagem, produção de mangás e uso de inteligências artificiais para criação de conteúdo foram discutidos com foco na proteção de direitos autorais e na autorização de uso de vozes e imagens.
Um dos participantes, o diretor de dublagem Sérgio Cantú, ressaltou a necessidade de regulamentação do uso da IA, defendendo que a autorização prévia seja obrigatória para qualquer utilização de voz de personagens. Cantú citou casos de uso não autorizado de vozes em conteúdos e destacou a importância de respeitar direitos de voz.
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