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Disney de Bob Iger procurou Apple, Twitter e 007

Ex-CEO da Disney revela que quase comprou Twitter, discutiu fusão com Apple sem avanços e deixou a Disney perder a franquia 007

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  • Bob Iger revela, em entrevista de saída ao Financial Times, que a Disney quase comprou o Twitter antes da aquisição por Elon Musk em 2022, mas abortou o acordo por entender que seria uma grande distração.
  • A empresa também esteve em conversas iniciais sobre uma fusão com a Apple, considerada por Iger como transformadora, porém as negociações não avançaram e a Apple não demonstrou muito interesse.
  • Iger admite ter ficado fora da disputa pela franquia James Bond (007), sem detalhes adicionais sobre os motivos.
  • O ex-CEO também destaca a relação anterior com a Apple, de 2011 a 2019, quando atuou no conselho, além de mencionar o papel de impulso na aquisição da Pixar pela Disney em 2006.

Bob Iger, nos anos à frente da Disney, deixou o cargo após duas décadas de mudanças estratégicas e aquisições. Em entrevista de saída ao Financial Times, ele confirmou esforços significativos que não se concretizaram, como a possível compra do Twitter, o interesse de Apple e a disputa pela franquia 007.

Segundo Iger, a Disney esteve perto de adquirir o Twitter de Jack Dorsey a um preço considerado atraente, antes de Elon Musk assumir a plataforma em 2022 e rebatizá-la como X. A intenção era transformar o Twitter numa plataforma de distribuição global para a Disney, mas o negócio foi abandonado na manhã do acordo, por temores de distrair a empresa.

A conversa com o jornal também revelou contatos iniciais sobre uma fusão potencial com a Apple, que, segundo Iger, não evoluiu. O executivo afirmou que a Apple não demonstrou grande interesse na época. A relação entre as duas companhias já tinha história relevante, com Iger tendo integrado a diretoria da Apple entre 2011 e 2019.

Antes de se tornar CEO da Disney, Iger teve papel ativo na aquisição da Pixar, liderada por Steve Jobs, da própria Apple. Iger relatou que uma primeira ligação com Jobs levou a um acordo rápido para disponibilizar conteúdos da Disney no primeiro iPod, marcando uma guinada na relação entre as duas empresas.

A entrevista de saída também contextualiza a influência de Jobs, destacando que ele passou a respeitar Iger, em meio a mudanças estruturais na Disney. O relato sugere que a gestão anterior enxergava um novo dia para a empresa, menos burocrático e mais ágil, segundo o ex-CEO.

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