- O documentário Gregg Allman: The Music of My Soul, dirigido por James Keach, estreia no dia 17 de junho em mais de 200 salas, em especial uma apresentação único em várias cidades, baseado em uma entrevista de 2014.
- Keach afirma ter se interessado pela história por causa da relação de Gregg Allman com o irmão Duane e por lembranças de Taft, cidade onde cresceu o diretor, marcada pela segregação.
- O filme aborda as falhas de Allman e sua luta contra dependência de heroína, cocaína e álcool, associadas a traumas e perdas.
- O longa investiga os seus vários casamentos, incluindo o último com Shannon, e o padrão de abandonar quem tentava controlá-lo.
- Também mostra a decisão de Allman de testemunhar contra o gerente da banda, que levou à ruptura do grupo, e acompanha sua trajetória de sobriedade até a morte, em 2017, por câncer de fígado.
James Keach dirige Gregg Allman: The Music of My Soul, documentário sobre o cofundador do Allman Brothers Band. A produção, criada pela Subtext e Rolling Stone, chega a mais de 200 salas de cinema em uma sessão única no dia 17 de junho. O filme é fundamentado em uma entrevista de 2014, realizada três anos antes da morte de Allman.
Keach decidiu aceitar o projeto após contato do gerente da banda, Michael Lehman. O cineasta ressalta semelhanças entre a trajetória de Allman e a de seu próprio irmão, Stacy Keach, em Taft, Texas, cidade marcada pela segregação. O objetivo é apresentar a dimensão humana do músico, incluindo questões de dependência.
Contexto pessoal e histórico
O documentário descreve a relação de Gregg Allman com o irmão Duane e com o ambiente de sua formação musical. O grupo teve uma postura inclusiva, com Jaimoe e Chank Middleton entre os membros negros da banda, e o conjunto, segundo o filme, reagiria se qualquer integrante fosse discriminado.
Addição, sofrimento e recuperação
A obra analisa o impacto de perdas familiares na vida de Allman, o que o levou a lutar contra heroin, cocaína e álcool. O cineasta aponta que a dependência pode esconder dores não resolvidas e reforça que a recuperação ocorreu ao longo de anos, culminando em um período sem drogas, álcool e tabaco antes de 1995.
Carreira pessoal e desdobramentos
O filme aborda os vários casamentos de Allman, incluindo uma breve união com Cher, e destaca a entrevista de Shannon, sua última esposa, que aparece no material. Em paralelo, o documentário trata da denúncia de Allman contra o antigo gerente de turnê da banda, Scooter Herring, acusando-o de tráfico de cocaína.
A participação de Allman no testemunho desencadeou rupturas internas na banda, enfatizando padrões de lealdade que dificultaram decisões impopulares. O diretor explica que o depoimento buscava proteger o grupo mais do que a si mesmo.
Conclusões do diretor
Keach observa que a trajetória de Allman combina talento musical e lutas pessoais, destacando a importância de lidar com traumas. O documentário, que estreou na cidade de Nova York, enfatiza a narrativa de dependência e redenção como eixo central, sem apresentar julgamentos.
O filme chega aos cinemas em uma exibição especial de uma noite, com continuidade de exibição em diferentes cidades. Não há informações sobre lançamentos adicionais ou formatos de distribuição.
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