- O Departamento de Justiça dos Estados Unidos aprovou a fusão entre Warner Bros. e Paramount nesta sexta-feira (12).
- O criador de Gravity Falls, Alex Hirsch, comentou a notícia de forma irônica em sua rede social X.
- A nova empresa deverá controlar ativos como TNT, CBS, CNN, MTV, HBO/HBO Max, Cartoon Network e franquias como Harry Potter, DC Comics e Star Trek.
- A negociação envolveu a Paramount Skydance e houve disputas sobre a competitividade, com previsão inicial de conclusão até o terceiro trimestre.
- A operação depende de aprovações regulatórias internacionais, incluindo Reino Unido, além de investigação na Califórnia aberta em março.
O Departamento de Justiça dos EUA aprovou a aquisição da Warner Bros pela Paramount, anunciada nesta sexta-feira. A decisão ocorreu pela Divisão Antimonopólio e confirma o acordo entre as duas empresas. O anúncio gerou reação de criadores e executivos do setor.
O criador de Gravity Falls, Alex Hirsch, reagiu nas redes sociais de forma irônica, comentando que o órgão antimonopólico aprovou o monopólio. A postagem foi feita no perfil dele na rede social X.
A aquisição deve ampliar o portfólio da nova empresa, com ativos como TNT, CBS, CNN, MTV, HBO/HBO Max, Cartoon Network, DC Studios e Paramount+. Estariam sob o guarda-chuva conteúdos de Star Trek, Harry Potter, Transformers e Transformers, além de propriedades como Looney Tunes e Dora.
Além de séries e filmes, a operadora herdaria direitos de distribuição de obras como Duna 3, Minecraft e MonsterVerse, ampliando a presença em cinema e televisão.
Separadamente, a Netflix anunciou a compra da Warner Bros. Discovery em um negócio avaliado em US$ 83 bilhões, com fusão de ativos por meio de troca de ações. O acordo envolve custo de mercado de ativos e o valor por ação da WBD.
A disputa incluiu propostas de compra entre Paramount Skydance e Netflix. A Paramount chegou a ofertar mais de US$ 30 por ação, ficando acima da proposta da Netflix, que não igualou.
A Paramount Skydance projeta concluir a fusão com a Warner Bros. Discovery até 15 de julho, segundo o Status. A negociação segue sujeita à aprovação regulatória em outros mercados, com custo estimado de até US$ 110 bilhões.
Todos os acionistas já aprovaram a fusão, mas autoridades regulatórias ainda analisam o negócio. O Reino Unido prepara a análise, e o FCC norte-americana avalia investimentos estrangeiros na operação.
O procurador-geral da Califórnia abriu investigação sobre a fusão em março. A diligência envolve impactos de preço, empregos e concorrência, com o estado buscando garantias para o consumidor. O caso segue em avaliação.
A Paramount, representada pelo diretor jurídico Makan Delrahim, afirma que a fusão trará maior energia competitiva ao setor. Caso não seja concluída até 30 de setembro, podem haver multas ou pagamentos por resultados não concluídos aos acionistas da WBD.
Entre na conversa da comunidade