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Presidente da Disney diz que histórias não são substituídas pela tecnologia

Brasil representa 30% dos negócios da Disney na América Latina, com foco em conteúdo local, experiências e expansão do Disney+ na região

Martín Iraola, presidente da Disney América Latina
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  • A Disney Brasil foca em dois pilares: cinema e entretenimento ao vivo, aliando isso ao streaming pelo Disney+; as marcas transitam entre o mundo físico e digital, com investimentos contínuos.
  • O Brasil representa cerca de 30% de todos os negócios da Disney na América Latina, posição central em uma região com 22 países.
  • O conteúdo local e as experiências ganham peso: a meta é chegar a cerca de 12 produções por ano entre séries e outros formatos, com presença destacada no Rio de Janeiro e parcerias com criadores brasileiros, como Carlos Saldanha.
  • Divertida Mente 2 foi o filme de maior público da história do Brasil, com cerca de 22 milhões de espectadores em 2024; há títulos como Amor da Minha Vida (segunda temporada em 2026) e Impuros (sexta temporada) integrando a estratégia local.
  • A Disney vê a inteligência artificial com responsabilidade, defendendo proteção à criação artística e aos direitos dos autores; o futuro do entretenimento depende da qualidade das histórias, mesmo diante da aceleração tecnológica, e a liderança requer adaptabilidade sem perder profundidade.

A Disney mira além de seus parques para ampliar presença na América Latina, investindo em streaming, conteúdo local e experiências presenciais. Em entrevista exclusiva à Forbes Brasil durante o Rio2C, o presidente da Disney América Latina, Martín Iraola, explicou a estratégia e os planos para a região.

Iraola, argentino com 34 anos de casa, assumiu a presidência regional em dezembro de 2025. Ele destacou que a Disney atua hoje em dois pilares: negócios tradicionais, como cinema e entretenimento ao vivo, e o universo digital, liderado pelo Disney+.

Para o executivo, o Brasil é o principal mercado da Disney na região, respondendo por cerca de 30% dos negócios na América Latina. A relevância se deve tanto ao turismo nos parques de Orlando quanto à força de bilheteria de filmes nacionais, como Divertida Mente 2, que teve cerca de 22 milhões de espectadores em 2024.

Estrutura de negócios e investimentos

Os investimentos da Disney no Brasil abrangem cinema, streaming e produtos de consumo, mas também áreas de valor de marca, como entretenimento ao vivo. Iraola afirmou que o objetivo é fortalecer todas essas frentes, com foco em experiências presenciais que criem memórias duradouras.

No streaming, a empresa tem ampliado conteúdo local para atender ao mercado brasileiro, com a meta de produzir cerca de 12 projetos por ano entre séries e formatos variados. A presença da Disney no Rio de Janeiro durante o Rio2C foi associada a essa estratégia de conteúdo local.

Inteligência artificial e liderança

Sobre IA, o executivo afirmou que a tecnologia veio para ficar, mas deve ser usada com responsabilidade. O cuidado se concentra na proteção da criação artística, da propriedade intelectual e do trabalho dos criadores, definindo limites para assegurar autores e obras.

Quanto ao futuro do entretenimento, Iraola enfatizou que a qualidade das histórias continuará definindo o sucesso. A Disney manterá o foco em storytelling, mesmo com avanços tecnológicos, para sustentar a relevância junto a famílias e comunidades.

Liderança e visão

O presidente da Disney América Latina afirmou que seu estilo de gestão se baseia em proximidade, confiança e colaboração. Diferentemente de apostar apenas na pressa, ele defende equilíbrio entre agilidade e análise profunda para decisões estratégicas.

Entre os temas abordados na entrevista, Iraola comentou a difícil realidade socioeconômica de alguns mercados da região e a necessidade de ampliar o acesso ao entretenimento. Ele reforçou que a maior parte dos colaboradores da empresa na região são latino-americanos, o que facilita a compreensão de culturas locais.

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