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Terceira temporada de Euphoria falha em manter a construção da série

Terceira temporada de Euphoria é vista como desserviço à obra, com roteiro vazio e glamourização da dor e da sexualização

Sydney Sweeney na terceira temporada de Euphoria
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  • A terceira temporada de Euphoria é apresentada como decepcionante, sem alcançar o impacto das temporadas anteriores.
  • A narrativa salta no tempo, acompanhando Rue tentando escapar das drogas e Cassie vendendo conteúdo adulto, enquanto os demais personagens ganham menos destaque.
  • Críticas apontam glamourização da sexualidade e nudez, com Cassie centralizando esse aspecto e outras personagens recebendo arcos pouco relevantes.
  • A direção e a trilha sonora são alvo de críticas, com menção a uma tentativa de imitar o estilo dos anos anteriores e a sensação de falta de coesão tonal.
  • O último episódio traz dois discursos de Colman Domingo e momentos de Rue, mas não evita o romanceamento de um enredo vazio e o relegamento de boa parte do elenco.

O terceiro ano de Euphoria não atingiu o impacto das temporadas anteriores, segundo a leitura crítica. A narrativa se concentra no que os episódios apresentaram, sem buscar o efeito impulsionado pela estética e pela trilha de anos anteriores.

A temporada salta para a vida adulta dos personagens, com Rue tentando abandonar as drogas e Cassie recorrendo à venda de conteúdo adulto. Sam Levinson mantém Zendaya e Sydney Sweeney como pilares, enquanto outros protagonistas ganham menos espaço.

No set, a escolha de manter Zendaya e Sweeney separadas gerou rumores sobre convivência nos bastidores, mas não justificou o tratamento dado a Maddy, Jules, Lexi e Nate, que aparecem como coadjuvantes em boa parte da história de Rue e Cassie.

A condução de Cassie é apontada como foco de glamurização do corpo, em cenas que, segundo análises, não ajudam a avançar a narrativa. Jules, Lexi e Nate aparecem com funções mínimas, sem desenvolvimento suficiente para sustentar a trajetória da temporada.

Apesar de alguns momentos de atuação individual, o roteiro é apontado como o principal problema. Rue ganha cenas com potencial dramático, mas o conjunto é percebido como vazio, com a sexualização excessiva dominando alguns arcos narrativos.

O último episódio traz dois momentos de destaque para Colman Domingo, que adicionam emoção ao encerramento. Ainda assim, a produção é criticada por perder o impacto dramático, com a trilha sonora contribuindo pouco para a atmosfera e a ausência de aprofundamento de personagens.

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