- A crítica discute por que os blockbusters deste primavera parecem cheios de smugness, com comédias que mesclam vários gêneros e humor apimentado.
- Exemplos citados incluem Mike & Nick & Nick & Alice, que usa referências de cultura pop e piadas sobre pessoas que não sabem certas coisas, além de palavrões recorrentes.
- Filmes como Ready or Not 2 e They Will Kill You são apontados como variações desse humor áspero, com diálogos ácidos e humor que depende de palavrões.
- A análise aponta influências de Whedon, Tarantino, Kevin Smith e especialmente Deadpool, sugerindo que o humor é imposto sobre a ação e o gore.
- O texto conclui que esse humor não é necessariamente uma verdadeira mistura de gêneros, mas uma atitude em busca de uma piada, muitas vezes sem talento cênico competitivo.
O filme da Hulu Mike & Nick & Nick & Alice chega ao debate sobre o que chamam de smarm no cinema de ação, ficção científica e comédia neste início de temporada. A crítica aponta que o marketing promete uma mistura ousada de gênios e gêneros, mas entrega uma comédia irônica repetitiva. A motivação parece ser explorar humor autocrítico, mesmo que o efeito seja cansativo.
A obra testa a linha entre irreverência e obviedade, usando personagens que parecem conhecer referências de cultura pop e trocadilhos recorrentes. A narrativa acompanha uma equipe que mistura ciência, violência e humor ácido, sob a assinatura de BenDavid Grabinski. A avaliação não cita apenas o avanço técnico, mas o tom de conversa entre os protagonistas.
Quem analisa o filme aponta que o humor se apoia em três frentes: personagens tribais sobre cultura pop, falhas de conhecimento e palavrões permanentes. A crítica sugere que esse conjunto não convence como proposta de entretenimento original, mesmo com referências a oitentistas e filmes de fantasia.
Contexto da tendência
Entre outros lançamentos do período, Ready or Not 2 e They Will Kill You aparecem como exemplos de humor ácido em meio a tramas de luta contra elites perigosas. As obras compartilham pano de fundo de riqueza, ritual e invasão de espaço, com uso abundante de palavrões para marcar o tono.
A crítica destaca ainda Project Hail Mary, que usa humor leve para acompanhar missão espacial. A diferença central seria a tonalidade mais familiar e menos agressiva, o que diverge do tom imposto pelos demais títulos citados. A leitura geral é de que o humor se tornou estratégia de espetáculo.
O texto ressalta influências de roteiristas como Shane Black e de franquias de ação com humor negro, incluindo paralelos com Deadpool. Contudo, afirma que os filmes analisados não conseguem sustentar a piada como motor principal, mantendo a atenção mais no artifício do que na graça efetiva.
O resultado é visto como uma tendência de mercado onde o humor é agregado ao gigantismo dos blockbusters, em vez de surgir da construção de personagens. A narrativa sugere que esse caminho pode oferecer entretenimento momentâneo, sem desenvolver comédia autêntica.
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