- O filme Nuremberg chega aos cinemas brasileiros no dia 26 de março; Rami Malek interpreta Douglas Kelley, o psiquiatra que avaliou vinte e dois oficiais nazistas, incluindo Hermann Göring.
- Kelley usou métodos polêmicos para entender a mente dos condenados e, durante meses de trabalho, aproximou-se de Göring, ajudando-o a tratar o vício em analgésicos e a perder peso.
- Göring foi condenado à morte por enforcamento; na noite anterior, cometeu suicídio com cianeto, cuja origem permanece cercada de controvérsias.
- Ao fim das avaliações, Kelley afirmou que os réus não tinham transtorno mental que impedisse o julgamento, detectando apenas padrões como nacionalismo e autoritarismo.
- O psiquiatra enfrentou críticas por supostamente humanizar os nazistas; seu livro sobre a experiência vendeu pouco e ele, em 1958, cometeu suicídio aos quarenta e cinco anos.
O filme Nuremberg chega aos cinemas brasileiros após a quarta-feira (26). A produção acompanha o psiquiatra do Exército americano Douglas Kelley, que avaliou 22 oficiais nazistas depois da Segunda Guerra Mundial, entre eles Hermann Göring. O objetivo era determinar a sanidade para o julgamento.
A obra, estrelada por Rami Malek e Russell Crowe, baseia-se no livro O Nazista e o Psiquiatra, de Jack El-Hai. O enredo mostra o embate psicológico entre Kelley e Göring, explorando a complexidade das motivações por trás do Holocausto.
Contexto histórico
Em 1945, os Aliados criaram um tribunal internacional para julgar os nazistas, após o fim da guerra. Enquanto o Judiciário era organizado, 22 prisioneiros foram detidos em uma instalação secreta dos EUA, em Luxemburgo, para avaliação médica.
Métodos e relação com Göring
Kelley utilizou entrevistas longas e testes psicológicos, como o teste de Rorschach, para entender o comportamento dos prisioneiros. Com Göring, o psiquiatra desenvolveu uma relação próxima, ajudando-o a tratar dependência de analgésicos e a reduzir o peso.
Resultados e controvérsias
Ao término das avaliações, Kelley concluiu que os réus não sofriam de transtorno mental que impedisse o julgamento. Para ele, havia traços de autoritarismo, mas não patologia clínica. A interpretação gerou críticas de historiadores e psicólogos.
Desfecho e repercussões
Göring foi condenado à morte e cometeu suicídio na véspera da execução, com cianeto, em circunstâncias contestadas. Kelley, por sua vez, enfrentou críticas por humanizar os nazistas e manteve a carreira marcada por controvérsias antes de falecer em 1958.
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