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Val Kilmer volta a atuar em filme final com auxílio de IA Generativa

Val Kilmer retorna ao cinema por IA generativa, após sua morte, no filme rebatizado como As Deep As The Grave

Reprodução/Forbes Versão em IA de Val Kilmer
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  • Val Kilmer volta ao filme póstumo graças à IA generativa, para interpretar o Padre Fintan, papel que não pôde filmar em vida por causa do câncer.
  • O projeto, iniciado em 2020 com o título Canyon Of The Dead, foi rebatizado como As Deep As The Grave, seis anos após o início das gravações e um ano após a morte de Kilmer.
  • A produção diz ter obtido permissão expressa do ator, com apoio da família e do espólio, para usar IA na recriação de imagem e voz.
  • O roteiro buscou manter o personagem próximo do que foi criado para Kilmer, apesar das dificuldades médicas, e o elenco inclui Abigail Lawrie, Wes Studi, Abigail Breslin e Tom Felton.
  • A tecnologia gerou debate sobre ética e impacto criativo, com questionamentos sobre o uso de IA para ressuscitar artistas, ainda que haja aprovação familiar.

Val Kilmer retorna ao cinema através de recursos de IA gerativa para interpretar Padre Fintan, personagem católico de ascendência indígena que não pôde ser filmado em vida devido ao câncer. O projeto, inicialmente conhecido como Canyon Of The Dead, passou por mudanças de título e de elenco ao longo de seis anos.

O filme rebatizado como As Deep As The Grave utiliza a voz e a imagem de Kilmer com a autorização de sua família e do espólio. A produção envolveu o roteirista e diretor Coerte Voorhees, que declarou que não buscava substituir o ator, mas manter o papel historicamente ligado a Kilmer.

O enredo acompanha arqueólogos que exploram o Canyon de Chelly, na região do Sudoeste dos Estados Unidos, um local com mais de 5 mil anos de ocupação humana. O desfiladeiro abriga sítios Pueblo e é de importância cultural para os povos Navajo e Hopi.

Representação e elenco

Além de Kilmer, o elenco conta com Abigail Lawrie, Wes Studi, Abigail Breslin, Ewen Bremner, Jacob Fortune-Lloyd, Tatanka Means e Tom Felton. A produção utiliza tanto a voz quanto a imagem do ator, fortalecendo a narrativa sem refilmagens.

A filha de Kilmer, Mercedes Kilmer, confirmou ao veículo que o astro via as tecnologias emergentes como ferramenta criativa para ampliar as possibilidades de contar histórias, mantendo o espírito do filme.

Controvérsia e contexto tecnológico

A adoção de IA generativa no cinema é tema de debate, entre aprovação de parte das equipes e críticas de setores criativos. O uso de tecnologia para trazer de volta personagens falecidos já ocorreu em outras produções, com resultados variados.

O caso de Kilmer em As Deep As The Grave é um exemplo recente de aplicação de IA em produções independentes de baixo orçamento, onde não havia verba para refazer cenas com outro ator. A discussão envolve impactos futuros na profissão de atores e na ética de representar pessoas falecidas.

Contexto histórico no cinema

A prática não é inédita: no passado, CGI e deepfake foram usados para ressuscitar personagens em franquias populares. Observa-se que o uso de IA evoluiu o realismo de tais representações, suscitando debates sobre autorização, memória histórica e direitos dos artistas.

A produção permanece como tema de interesse público, com implicações além do filme em si. Analistas destacam que a tecnologia pode ampliar possibilidades narrativas, mas requer regras claras para uso de imagens e vozes de pessoas falecidas.

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