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Erika Januza afirma potência feminina negra em tom de empoderamento

Erika Januza afirma que só nos últimos dez anos entendeu sua potência como mulher preta, e a novela busca inspirar identidade e pertencimento no Brasil

Erika Januza — Foto: reprodução/Instagram
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  • Erika Januza interpreta a rainha africana Niara na novela das seis A Nobreza do Amor, que estreou em 16 de março na Globo.
  • A atriz, de 40 anos, diz que não teve referências de princesas negras na infância e precisou criar sua própria rainha.
  • Ela passou a entender sua potência como mulher preta há menos de dez anos, aos 30, e afirma que a profissão ajudou nesse olhar.
  • Erika afirma que pretende inspirar novas gerações ao falar de uma realeza negra e não estereótipos, contribuindo para o reconhecimento do povo preto.
  • A trama busca mostrar as origens do povo preto no Brasil, mesmo sendo uma fábula.

Erika Januza comenta como o empoderamento de uma mulher preta molda a sua atuação na televisão. A atriz é a Niara, rainha africana da novela A Nobreza do Amor, da Globo, que estreou em 16 de março. A declaração faz parte de entrevista à revista Quem.

A novela acompanha a figura histórica e fictícia de Niara, personagem central que representa a realeza africana na trama das seis. Januza afirma ter buscado referências próprias para a princesa, já que não havia modelos nesse espaço no cinema, infantil ou na TV quando era jovem.

Segundo a atriz, o processo de autoconhecimento começou aos 30 anos. Ela atribui à carreira artística um papel decisivo na percepção de sua própria potência e na construção de uma identidade mais ampla para o público negro.

Empoderamento e raízes históricas

Januza afirma que a obra pode incentivar crianças e jovens a se reconhecerem em personagens de destaque, em vez de estereótipos. Ela destaca que, mesmo em meio a uma obra de ficção, o Brasil pode se reconhecer nos elementos de Niara e de seu reino.

A intérprete reforça que o elenco busca revelar origens do povo preto pouco exploradas pelos estereótipos comuns. A produção é apresentada como um marco histórico para a representatividade na televisão brasileira.

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