- Val Kilmer, falecido no ano passado, será biologicamente recriado com IA para atuar no drama As Deep As the Grave.
- Ele interpretará o Father Fintan, religioso espiritual indígena e sacerdote católico, papel desenhado em torno de sua herança e de sua atuação.
- O projeto é produzido com a participação da herdeira do ator, Mercedes Kilmer, e do filho Jack, além da própria família.
- O filme retrata a história real de Ann e Earl Morris, arqueólogos que, na década de noventa de 1920, trabalharam com os Navajos para revelar a antiga civilização Ancestral Puebloana; Tom Felton e Abigail Lawrie integram o elenco.
- A versão em IA de Kilmer deve aparecer em parte significativa da produção, com o uso de imagens dele ao longo de sua vida; a iniciativa é contestada por alguns, mas a ideia partiu do ator.
Val Kilmer será recriado com inteligência artificial para atuar em um novo filme. O projeto As Deep As the Grave pretende usar tecnologia de IA para remontar a imagem do ator, falecido em 2022 aos 65 anos, que já estava ligado ao longa antes de morrer.
Segundo o diretor e roteirista Coerte Voorhees, o papel de Kilmer é o de Father Fintan, um espiritualista nativo-americano e padre católico. A produção envolve a viúva e a filha do ator, Mercedes Kilmer, além do filho músico Jack Kilmer, que apoia o projeto.
As Deep As the Grave reconta a história de arqueólogos dos anos 1920, Ann e Earl Morris, que trabalharam com os Navajos para revelar a antiga civilização Ancestral Puebloan. O longa já contava com Tom Felton no papel de Earl e Abigail Lawrie como Ann.
A produção também conta com Wes Studi e Jacob Fortune-Lloyd no elenco de apoio. O using de IA poderá apresentar Kilmer em parte relevante do filme, recorrendo a imagens do ator ao longo de sua vida para recriá-lo ao longo de várias décadas.
Elenco e produção
O projeto está em desenvolvimento desde 2023. A obra foi anteriormente divulgada com o título Canyon Del Muerto, no qual Felton e Lawrie já estavam anunciados. A equipe afirma que a participação de Kilmer foi mantida com a autorização da família.
Voorhees destacou que a participação de Kilmer foi plenamente desejada pelo ator, que defendia causas ligadas aos direitos dos povos nativos e dizia ter ascendência Cherokee. A família apoia a iniciativa, ainda que o uso de IA gere debates sobre ética e autoria.
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