- O 98º Oscar ficou mais político do que em edições anteriores, com vários discursos e referências a temas globais de direitos humanos.
- Durante a entrega de melhor filme internacional, Javier Bardem afirmou “Não à guerra, e livre Palestina”, recebendo aplausos no Dolby Theatre.
- One Battle After Another foi o grande vencedor da noite, levando seis prêmios, incluindo melhor filme; Sinners ficou com quatro troféus.
- A Academia havia aumentado a diversidade de membros em quarenta por cento no ano anterior, com quase metade dos novos convidados sendo pessoas de cor e quarenta e um por cento mulheres.
- Os discursos abordaram temas como violência armada, críticas a líderes globais e questões de inclusão, com alguns vencedores ressaltando a importância de vozes marginalizadas.
O 98º Oscar sucedeu no Dolby Theatre, em Los Angeles, no domingo, 15 de março de 2026. A cerimônia manteve o glamour, mas contou com mensagens políticas entre falas de apresentadores e discursos de vencedores. Abertura de Conan O’Brien sinalizou tom polêmico para a noite.
O tom político ganhou espaço em momentos-chave. Javier Bardem, ao apresentar o prêmio de melhor filme internacional, pediu pelo fim de guerras e foi saudado com aplausos pelo público. Em outras telas, o público acompanhou falas diretas sobre Israel e Palestina.
One Battle After Another foi o grande vencedor da noite, levando seis estatuetas, incluindo melhor filme e direção. A produção aborda um grupo rebelde que enfrenta um governo autoritário e ações de detenções de imigrantes, em linha com temas sociais recorrentes na temporada.
Sinners conquistou quatro prêmios, enquanto outras obras internacionais também foram reconhecidas. Joachim Trier, ao receber o prêmio internacional, disse que adultos devem responsabilizar-se pelos efeitos das decisões políticas sobre as crianças.
Ao longo da cerimônia, speeches destacaram inclusão e diversidade. Michael B. Jordan agradeceu aos pioneiros da atuação negra e destacou a importância de representar trajetórias de referência no cinema. Maggie Kang, ao receber o melhor filme de animação, dedicou a vitória a espectadores de coreia e asiáticos.
Em outra frente, a equipe de All the Empty Rooms, documentário curto, emocionou ao falar sobre violência com armas em escolas. Gloria Cazares descreveu a perda de sua filha e lembrou que a violência permanece como tema central na sociedade.
Os diretores de Cutting Through Rocks, indicado a melhor documentário, manifestaram apoio aos direitos no Irã e à resistência de populações locais. O discurso defendeu mudanças através de ações dentro do país.
A cerimônia abordou ainda temáticas da atualidade, como uso de inteligência artificial no cinema. Will Arnett destacou que a noite celebra pessoas, não máquinas, e enfatizou a proteção da animação como forma de arte.
Antes dos discursos, a equipe criativa apresentou uma peça publicitária fictícia sobre IA, indicando preocupações da indústria com o impacto tecnológico. A apresentação refletiu o debate sobre o futuro da produção audiovisual.
O apresentador enfatizou, ao final, a diversidade de vozes presentes na cerimônia, com 31 países representados e filmes criados por equipes multilíngues. A edição deste ano reforçou a ideia de que o Oscar pode ser um espaço de diálogo global.
Entre na conversa da comunidade