- Recife vive a expectativa pelo Oscar, com O Agente Secreto disputando quatro estatuetas.
- O filme, ambientado em 1977, durante a ditadura militar, combina suspense, humor ácido, realismo mágico e cultura pop.
- Um tour cinematográfico pelo centro do Recife ganhou popularidade, e o Ginásio Pernambucano passou a receber visitantes diariamente.
- A camiseta amarela e preta da agremiação Pitombeira virou item de desejo, com vendas estimadas em cerca de 30 mil unidades.
- Em Olinda, o Carnaval ganhou referências do filme, fortalecendo o orgulho regional e o destaque do cinema pernambucano.
Recife vive a expectativa pela cerimônia do Oscar, neste domingo. O filme brasileiro O Agente Secreto disputa quatro categorias, incluindo melhor filme e melhor direção de elenco. A trama ambienta-se em 1977, durante a ditadura militar, combinando suspense, humor e realismo mágico.
A cidade que serve de cenário registra turismo acelerado nos locais de filmagem. Passeios pelo centro histórico, locais de gravação e o cinema São Luiz ganham visitantes diários. O público busca referências diretas do longa premiado ao redor de Recife.
O ginásio Pernambucano, que aparece no filme como Registro Civil, passou a receber mais visitantes desde a estreia. A demanda por visitas guiadas aumentou consideravelmente, segundo o diretor do espaço, Antônio Rosa.
O impacto também é sentido em Olinda, com cabines telefônicas amarelas e bonecos de Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho ganhando presença nas ruas durante o Carnaval. A movimentação chama atenção de turistas de várias regiões.
Um roteiro turístico criado pela La Ursa Tours já atrai pessoas de outros estados. O guia Roderick Jordão observa procura elevada por visitantes que desejam conhecer os locais de filmagem. O Recife ganha visibilidade nacional.
Entre os visitantes, está o ator Tomás Santa Rosa, de 22 anos, que viajou do Rio de Janeiro para conhecer a cidade. Ele destaca a inversão do eixo cultural que o filme provoca, ao valorizar o Nordeste.
O elenco e a produção receberam destaque internacional, com a obra celebrada por preservar a identidade regional sem abrir mão de uma estética cosmopolita. Juridicamente, o filme é reconhecido por reforçar a diversidade do cinema brasileiro.
Além da valorização cultural, o lançamento gerou interesse pela camiseta amarela e preta da Pitombeira, associada ao diretor de Marcelo Moura. A peça teve alta demanda, com venda para Estados Unidos e Europa, impulsionada pela repercussão do filme.
Leandro Castro, criador de bonecos gigantes do Carnaval de Olinda, afirma que O Agente Secreto eleva o patamar do cinema nacional. A produção é vista como marco para Pernambuco e o Nordeste na indústria audiovisual.
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