- A União Europeia ameaça suspender o financiamento de € 2 milhões à Fundação Biennale caso a Rússia possa estrear sua participação oficial na Bienal de Veneza, desde a invasão da Ucrânia em 2022.
- Em carta de protesto, 22 ministros europeus e comissários de tecnologia e cultura condenaram a decisão de reabrir o pavilhão russo, dizendo que a cultura não pode servir de propaganda.
- A ação pode levar à suspensão ou término de um subsídio da UE à Biennale, que inclui recursos para projetos de cinema ligados ao evento.
- O anúncio de participação foi recebida com protestos da Ucrânia, de dissidentes russos e de mais de 6,5 mil signatários em uma petição on-line; a Fondazione Biennale defende Veneza como espaço de diálogo.
- A Rússia permanece com apelo de direção artística pelo Grão-Duma (Academia Gnesin), com ligações a Rostec e a outras figuras ligadas ao Estado, conforme reportado pela imprensa.
A União Europeia ameaçou retirar financiamento da Bienal de Veneza caso os organizadores permitam a participação oficial da Rússia no evento, pela primeira vez desde a invasão da Ucrânia em 2022. A decisão ocorre após protestos de governos europeus e profissionais das artes contra a reabertura do pavilhão russo.
Após carta de protesto dirigida ao presidente da Bienal, Pietrangolo Buttafuoco, e ao conselho, 22 ministros de cultura europeus manifestaram oposição. Comissários da UE responsáveis pela tecnologia e pela cultura, Henna Virkkunen e Glenn Micallef, condenaram a decisão de reabrir o pavilhão russo.
Virkkunen e Micallef emitiram uma declaração conjunta em 9 de março afirmando que Estados-membros devem agir de acordo com sanções da UE e evitar dar palco a indivíduos que apoiaram a agressão da Rússia. O texto sinalizou possível suspensão ou término de financiamento à Biennale, caso a decisão persista.
A verba da UE destinada à Biennale está estimada em 2 milhões de euros e inclui apoio a projetos de cinema ligados ao evento. A instituição fortemente reagiu às críticas, ressaltando que Veneza deve ser um espaço de diálogo e cessação de conflitos.
Representantes ucranianos e figuras culturais dissidentes russas reagiram publicamente. A ministra da Cultura da Ucrânia elogiou o suporte da UE à democracia, enquanto críticas ao retorno do pavilhão foram unidas a um abaixo-assinado com mais de 6,5 mil assinaturas.
A Biennale sustenta que Veneza continua como plataforma de diálogo e expressão cultural. Em resposta, autoridades russas reiteraram a importância de participação em grandes eventos internacionais, afirmando que a decisão dos organizadores não deve ser influenciada por opiniões externas.
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