- Dennis Carvalho foi decisivo para a escalação de Wagner Moura como Olavo em Paraíso Tropical (Globo, 2007), mesmo contrariado pelo autor Gilberto Braga, que queria Selton Mello.
- Braga contou que tentou convencer Selton Mello, mas ele prefere cinema; o diretor afirmou que Moura não tinha tórax e precisava de musculatura para o papel.
- Apesar das ressalvas, a reunião geral de elenco e o carisma de Moura convencem Braga, que acabou cedeando à escolha de Wagner para o vilão.
- Camila Pitanga foi indicada por Dennis para viver Bebel, em vez de Mariana Ximenes, e os dois mais tarde trabalharam juntos em outras novelas.
- Antes de Paraíso Tropical, Moura e Carvalho já haviam trabalhado juntos na minissérie JK (duas mil e seis); Pitanga virou parceira recorrente do diretor em projetos seguintes.
Dennis Carvalho foi decisivo na escolha do elenco de Paraíso Tropical, novela da Globo de 2007. O diretor influenciou a escalação de Wagner Moura para viver o vilão Olavo e contribuiu para a confirmação de Camila Pitanga como Bebel. A decisão ocorreu durante o processo de montagem da produção assinada por Gilberto Braga.
Antes da escalação, o autor preferia Selton Mello para Olavo, por acreditar que ele encaixaria melhor o perfil do personagem. Mello, no entanto, não aceitou novela, optando por continuar em cinema. O diretor, conhecedor do elenco, insistiu em Wagner Moura e acabou vencendo a disputa.
A escolha de Pitanga para Bebel também passou pelas mãos de Dennis Carvalho, que já havia trabalhado com Braga em diferentes projetos. A dupla colaborou em outros títulos da Globo ao longo dos anos, fortalecendo a parceria entre diretor e atriz em produções como Insensato Coração, Lado a Lado e Babilônia.
Contrapartidas e contexto da época
A história de bastidores é registrada em depoimento que integra o livro Autores – Histórias da Teledramaturgia, fruto de parceria entre Memória Globo e Editora Globo. O relato destaca a percepção de Carvalho sobre o talento de Moura, bem como as considerações do autor sobre o physical do ator na época.
Wagner Moura já havia trabalhado com Dennis Carvalho na minissérie JK, de 2006, fortalecendo a parceria entre eles antes de Paraíso Tropical. A relação profissional entre diretor e elenco ajudou a formar o espírito do elenco da novela.
Trajetória remanescente de Pitanga
Camila Pitanga manteve a parceria com Dennis Carvalho em projetos subsequentes, incluindo Insensato Coração, Lado a Lado e Babilônia. Esses trabalhos reforçam a continuidade da colaboração entre atriz e diretor ao longo de diversas produções da Globo.
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