- O tributo a Brigitte Bardot no César, a versão francesa do Oscar, foi recebido com vaias durante a homenagem.
- Um vídeo divulgado pela Paris Match mostra vaias e um grito de “racista” durante o segmento.
- Bardot, que faleceu em dezembro aos 91 anos, teve um legado considerado misto entre cinema e ativismo político de direita.
- Ao longo da vida, foi multada várias vezes na França por declarações consideradas racistas e homofóbicas.
- No César 2025, The Ties That Bind Us ficou com o prêmio de melhor filme, e Nouvelle Vague, de Richard Linklater, venceu como melhor direção.
A cerimônia de entrega do César em Paris, na quinta-feira, abriu espaço para um tributo a Brigitte Bardot, que faleceu em dezembro aos 91 anos. O momento foi marcado por vaias entre a plateia, mesmo com aplausos, e houve ainda o áudio de um grito de “racista”.
Bardot foi um ícone do cinema francês nas décadas de 1950 e 60, com filmes como And God Created Woman e Contempt. Após deixar a atuação no início dos anos 1970, passou a atuar como ativista pelos direitos dos animais, mas suas posições políticas geraram polêmicas.
O legado de Bardot é ambíguo: enquanto celebrada pela imagem de sex symbol, ela ganhou críticas por declarações consideradas homofóbicas, islamofóbicas e apoiadoras de ideias de direita. Ocorreram condenações em tribunais franceses por discursos de ódio.
Reações e contexto
A polêmica ganhou contornos adicionais após a morte da atriz, quando figuras públicas comentaram a fim de distanciar-se de posicionamentos defendidos pela artista. Um exemplo citado foi a remoção de homenagem de uma cantora nas redes sociais.
O César premiou filmes em disputa. The Ties That Bind Us, de Carine Tardieu, levou o prêmio de melhor filme, enquanto Nouvelle Vague, de Richard Linklater, ficou com a melhor direção, com o filme sobre a produção de Breathless.
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