- LS Lowry acreditou, em uma entrevista inédita, que suas telas seriam inúteis após a própria morte.
- A obra Going to the Match, de 1953, foi vendida por £ 7,8 milhões em 2022.
- O documentário da BBC, LS Lowry: The Unheard Tapes, usa gravações em áudio até então não divulgadas e conta com Ian McKellen interpretando o artista.
- As fitas trazem depoimentos de Angela Barratt, fã que gravou por quatro anos, entre 1972 e 1976; as gravações ficaram escondidas na casa dela até agora.
- O filme será exibido pela BBC Two e disponibilizado no BBC iPlayer no dia 25 de fevereiro.
LS Lowry acreditava que suas pinturas seriam semvalor após a morte, conforme revelam entrevistas inéditas. O artista desconfiava do reconhecimento póstumo, mesmo com certo sucesso nos últimos anos de vida.
A obra mais famosa, Going to the Match, de 1953, alcançou venda de £7,8 milhões em 2022. O documentário da BBC revisita esse período e revela a exceção de venda de obras em meio a dificuldades financeiras da família.
A produção LS Lowry: The Unheard Tapes apresenta Ian McKellen interpretando o artista a partir de gravações de áudio antes não divulgadas. As fitas foram obtidas de Angela Barratt, fã que gravou o artista entre 1972 e 1976.
As gravações mostram Lowry falando da vida, da recepção familiar e da percepção de seu próprio talento. Ele descreve riso e zombaria de parentes em relação à carreira artística, além de revelar inseguranças sobre o reconhecimento.
Barratt reuniu as fitas em Manchester, onde Lowry se instalou após a família se mudar para Pendlebury, em Salford, um bairro marcadamente industrial. Aos poucos, o pintor passou a ver beleza na paisagem urbana que o cercava.
No filme, Lowry também comenta a sua relação com o rádio e a cidade industrial do norte da Inglaterra, defendendo a autenticidade de cenas de fábricas, cortiços e cenas de trabalho, que viriam a moldar seu estilo de traços simples.
O documentário será exibido pela BBC Two e disponibilizado no BBC iPlayer a partir de 25 de fevereiro, segundo a produção. A obra retrata o artista como alguém “muito reservado”, cuja vida pública contrastava com a expressão em suas telas.
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