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A obsessão dos EUA por Elvis cresce; EPiC revela razões

EPiC: Elvis Presley in Concert mostra Elvis como força musical em palco, reabrindo perguntas sobre o legado do astro com imagens inéditas recuperadas

1972: Rock and roll singer Elvis Presley performs on stage in 1972. (Photo by Michael Ochs Archives/Getty Images)
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  • EPiC: Elvis Presley in Concert, dirigido por Baz Luhrmann, utiliza imagens inéditas de 1969 em Las Vegas, sem entrevistas ou comentários, narrado apenas por Elvis a partir de áudio antigo.
  • O filme recupera cinquenta e nove horas de material não visto, vindas de sessenta e nove rolos encontrados em um depósito subterrâneo, e recebe restauração ao estilo Get Back.
  • Elvis fala diretamente sobre como a imagem de Hollywood o via, revelando seus sentimentos e reflexões sobre sua trajetória, fama e evolução do ícone.
  • A narrativa mostra a vida do cantor sob o controle do empresário Coronel Tom Parker, incluindo decisões como recusar uma turnê mundial e não aceitar papéis importantes.
  • A produção reforça Elvis como força musical e fenômeno cultural permanente, ainda hoje objeto de debates e fascínio, décadas após a morte.

Elvis volta à tona com EPiC: Elvis Presley in Concert, filme-concerto que revisita a obra e o impacto do astro. Baz Luhrmann dirige a obra documental que questiona como ainda há tanta vida em um artista falecido. O filme reúne material inédito de bastidores de 1969 em Las Vegas.

O material de arquivo vem de 69 rolos encontrados durante as filmagens da biografia de 2022. São 59 horas de cenas descartadas de Elvis em shows e ensaios, guardadas em um saquito de sal no Kansas. A restauração foi comparável a Get Back, segundo a produção.

A narrativa é conduzida apenas por áudio do próprio Elvis, sem comentários ou entrevistas. O astro fala sobre a imagem de Hollywood e admite ter a vida real muito diferente do que se via na tela. A voz revela franqueza incomum para o imaginário público.

EPiC revela Elvis como força musical constante, desafiando estereótipos e simplificações. Em 1969 ele expressa desejo de grandes turnês internacionais, como Europa e Japão, mas a gestão de Parker impediu esse desenrolar, mantendo-o preso a Las Vegas.

O retrato mostra fases da carreira: a juventude rebelde dos anos 50, o auge comercial, o declínio nas décadas seguintes e a maturidade artística. A obra questiona por que o astro permanece tema de debate após anos da sua passagem.

Entre cenas marcantes, há momentos de improviso no palco e a tensão de decisões não tomadas. O filme evita entrevistas adicionais e foca na figura de Elvis como símbolo de uma América em extremos, sempre em transformação.

EPiC não promete oferecer uma conclusão, apenas apresenta o Elvis que continua a provocar debates. A produção reforça a ideia de que o mito do cantor é tão ativo quanto sua vida, mesmo sem novas gravações.

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