- A ByteDance afirmou que vai restringir a ferramenta de criação de vídeos por IA Seedance 2.0 após avisos legais da Disney e reações de outras empresas de mídia.
- Seedance 2.0, lançada na semana passada, permite gerar vídeos realistas a partir de textos curtos, incluindo cenas de estrelas de Hollywood.
- A Disney enviou uma carta de cessar e desistir, acusando a ByteDance de uso não autorizado de personagens da Marvel e de Star Wars, supostamente por meio de uma biblioteca pirata.
- A Motion Picture Association e o sindicato de atores Sag-Aftra também criticaram o Seedance, apontando uso não autorizado de obras com direitos autorais nos EUA.
- A ByteDance disse que respeita direitos de propriedade intelectual e que está fortalecendo salvaguardas para impedir o uso não autorizado por usuários, sem detalhar medidas.
O ByteDance, empresa chinesa por trás do TikTok, anunciou que irá restringir a ferramenta de criação de vídeos com IA, após advertências legais da Disney e pressão de outros setores da indústria. A Seedance 2.0, lançada na última semana, permite gerar clipes realistas a partir de descrições curtas.
A Disney enviou uma carta de cessar e desistir, acusando a ByteDance de disponibilizar uma biblioteca pirateada com personagens de Marvel, Star Wars e outros universos. Fontes citadas pela imprensa internacional destacam que a ação envolve suposta violação de propriedade intelectual.
A própria ByteDance, em entrevista ao BBC, disse respeitar direitos de propriedade intelectual e afirmou conhecer as preocupações sobre a Seedance 2.0. A empresa informou estar adotando medidas para fortalecer salvaguardas e evitar uso não autorizado de talentos e likeness por usuários, sem detalhar planos.
Parcerias e críticas marcam o debate sobre IA na indústria do entretenimento. A Seedance 2.0 pode gerar vídeos com poucos textos, provocando reações entre roteiristas, estúdios e sindicatos. Filósofos da indústria alertam para impactos de longo prazo na produção audiovisual.
A Motion Picture Association, que representa grandes estúdios, acusou a ByteDance de uso não autorizado de obras protegidas nos Estados Unidos em escala expressiva. O SAG-AFTRA também criticou a ferramenta, qualificando as ações como violação de direitos de atores.
O tema acompanha outro movimento de Hollywood sobre IA: a busca por remuneração, licenciamento e salvaguardas para artistas cujas obras podem ser reproduzidas por máquinas. Em 2024, estúdios já moveram ações contra outras plataformas de IA geradora de imagens.
No ano anterior, Disney e NBCUniversal contestaram o gerador Midjourney por cópias não autorizadas. Em contrapartida, a Disney realizou investimento de US$ 1 bilhão na OpenAI e firmou acordo de licenciamento para uso de algumas criações da Sora, ferramenta de geração de vídeo da empresa.
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