- A Motion Picture Association (MPA) acusa o Seedance 2.0, serviço chinês de geração de vídeos, de uso não autorizado de obras protegidas por direitos autorais nos Estados Unidos em larga escala.
- O clipe gerado por IA que mostra Brad Pitt e Tom Cruise brigando na cobertura de um edifício circulou amplamente na internet após o seu surgimento, com divulgação pública desde terça-feira, 10 de fevereiro, e publicação do comunicado na madrugada de sexta, 13 de fevereiro.
- Seedance 2.0 foi criado pela ByteDance e já produz imagens hiper-realistas de várias cenas, incluindo lutas entre famosos, super-heróis e personagens de jogos eletrônicos.
- O presidente da Motion Picture Association, Charles H. Rivkin, disse que o software incorreu em uso não autorizado de obras americanas protegidas em larga escala em um único dia.
- O Seedance 2.0 foi lançado recentemente em uma versão de teste limitada na China, enquanto as alegações destacam a falta de garantias contra the falsificação.
A indústria de cinema acusa o Seedance, serviço chinês de geração de vídeos, de uso não autorizado de obras protegidas nos Estados Unidos em larga escala. A denúncia veio após a circulação de um clipe que mostra Brad Pitt e Tom Cruise em uma briga simulada na cobertura de um edifício. A divulgação ocorreu na madrugada de sexta-feira (13), após o vídeo ter ficado disponível online desde terça (10).
O Seedance 2.0, desenvolvido pela ByteDance, esteve em fase de teste limitada na China. Mesmo assim, imagens hiper-realistas com Pitt, Cruise e outros personagens deslocaram-se pelas redes sociais, ampliando a discussão sobre a fidelidade de produções geradas por IA.
Segundo Charles H. Rivkin, presidente da Motion Picture Association, o software operou sem garantias contra falsificação, o que configuraria uso não autorizado de obras americanas protegidas por direitos autorais. A acusação afirma que a prática prejudica criadores e empregos nos EUA.
Reação da indústria
A nota pública da MPA sustenta que a Seedance 2.0 violou direitos autorais de forma abrangente, questionando a responsabilidade da plataforma diante de conteúdos gerados por IA. A entidade representa grandes estúdios, incluindo Disney, Universal, Warner e Netflix.
O comunicado reforça a necessidade de mecanismos de proteção aos direitos autorais em serviços de IA que geram imagens realistas. Autoridades e empresas do setor avaliam impactos nas negociações de parcerias, licenciamento e fiscalização de conteúdo gerado por IA.
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