- O cineasta alemão Wim Wenders disse que filmes mudam perspectivas, não a política, e pediu que cineastas permaneçam fora de política.
- Ele participa como presidente do júri internacional de sete membros na Berlinale, que começou nesta quinta-feira.
- Sobre a Gaza, Wenders afirmou que o cinema deve trabalhar o pensamento das pessoas, não atuar como política; a coletiva de imprensa teve falha de transmissão, o que levou a acusações de censura e a um pedido de desculpas.
- A Berlinale se inicia com o filme No Good Men e encerra em 21 de fevereiro, quando será entregue o Urso de Ouro a um dos 22 filmes em competição.
- O júri desta edição inclui representantes da Ásia, como Min Bahadur Bham, Bae Doona, Shivendra Singh Dungarpur e Hikari, além de Reinaldo Marcus Green e Ewa Puszczynska.
Wim Wenders, cineasta alemão de longa carreira, afirma que diretores devem manter distância da política e mirar mudar a forma como as pessoas pensam. A declaração foi feita no começo do Berlin Film Festival, onde ele comanda o júri internacional de sete membros.
O diretor, de 80 anos, destacou que o papel do cinema não é defender ou atacar governos, mas influenciar a percepção coletiva. Ele disse ainda que é necessário focar no trabalho das pessoas, não na atuação de políticos.
O Berlinale, considerado mais politicamente atento que Veneza e Cannes, tem sido alvo de críticas de ativistas pró-Palestina por não adotar posição explícita sobre Gaza. A guerra na Ucrânia e a situação no Irã também são temas de debate.
Gaza e o posicionamento do festival
Ao ser questionado sobre a posição alemã em Gaza, Wenders afirmou que não cabe aos filmes entrar no campo político. Segundo ele, o objetivo é manter o festival como contrapeso às políticas públicas.
A resposta do público a essas declarações gerou controvérsia: parte da imprensa pediu maior transparência sobre a linha do evento; a organização pediu desculpas por uma queda de transmissão durante a coletiva.
O Berlinale 2026 começa nesta quinta-feira com o filme de abertura No Good Men e encerra no dia 21 de fevereiro, quando o júri entrega o Urso de Ouro a uma das 22 obras em competição. A programação inclui mostras variadas.
O júri deste ano traz diversidade regional: Min Bahadur Bham, Bae Doona, Shivendra Singh Dungarpur, Hikari, Reinaldo Marcus Green e Ewa Puszczynska completam o grupo, junto com Wenders. O objetivo é avaliar filmes de diferentes perspectivas.
Os organizadores defendem a pluralidade das vozes presentes na seleção e reforçam o compromisso com a qualidade artística, sem abrir mão do debate público sobre temas relevantes, como conflitos e direitos humanos.
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