- O CEO da Paramount Skydance, David Ellison, recusou o convite para testemunhar ante o Senado em audiência antitruste sobre a fusão entre Netflix e Warner Bros.
- Em carta ao senador Cory Booker, Ellison disse que o acordo é anticompetitivo e que só deporá se a Paramount levar adiante a sua própria oferta e se o acordo com a Netflix não for concluído.
- Ellison afirmou que a fusão Netflix–Warner Bros. seria anticompetitiva na essência, enquanto a união com a Paramount estaria abaixo dos limites antitruste.
- Ele se mostrou disposto a testemunhar por escrito e a ir ao painel caso a oferta da Paramount pela Warner seja apresentada caso o acordo com a Netflix seja bloqueado ou não avancar.
- Os executivos da Netflix e da Warner Bros. devem testemunhar na terça-feira diante do Senado para defender a fusão de US$ 82,7 bilhões; a Paramount não comentou o convite.
O CEO da Paramount Skydance, David Ellison, recusou-se a depor no Senado dos EUA em uma audiência sobre a fusão entre Netflix e Warner Bros. A defesa foi apresentada em uma carta ao senador Cory Booker, na qual Ellison afirma que a audiência não seria útil enquanto a Warner rejeita suas ofertas.
Ele sustenta que a fusão Netflix-Warner é anticompetitiva por natureza, enquanto a união com a Paramount estaria dentro dos limites antitruste. Ellison disse que pode testemunhar por escrito e comparecer se o acordo com a Netflix não for concluído e a proposta da Paramount avançar.
A declaração indica que Ellison só participaria de uma audiência se o acordo com a Netflix ficar para trás e a oferta pela Warner Bros. seguir em frente. Ele afirmou ainda que, no futuro, caso a Paramount tenha chance de adquirir a Warner, estaria disposto a testemunhar.
Contexto de lobby e contatos internacionais
Executivos de Netflix e Warner devem testemunhar diante do painel do Senado para defender a fusão, avaliada em 82,7 bilhões de dólares. A Paramount confirmou a presença de Ellison em Washington para tratar de outros assuntos, sem comentar o convite.
A Paramount acionou repetidamente a oferta para impedir o acordo e buscar sua própria estratégia de aquisição. Os Ellisons chegaram a oferecer financiamento pessoal de mais de 40 bilhões de dólares para a operação. A empresa também tem atuado em lobbying nos EUA e na Europa.
Paralelamente, Ellison manteve contatos com autoridades estrangeiras. Ele se reuniu com a secretária de Cultura do Reino Unido, Lisa Nandy, e a equipe da Paramount manteve aproximações com o presidente francês Emmanuel Macron. Essas ações visam apoio estratégico à posição da Paramount.
Observatórios e próximos passos
A imprensa destaca o uso de garantias financeiras e ações judiciais para pressionar a negociação entre Netflix e Warner. A audiência no Senado promete esclarecer impactos regulatórios e comerciais da fusão para o setor de mídia e streaming. A próxima movimentação dependerá do andamento das tratativas entre as empresas envolvidas.
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