- O co-presidente-executivo da Netflix, Ted Sarandos, foi questionado no Senado sobre a fusão da Netflix com ativos da Warner Bros. Discovery (WBD), em audiência sobre competição.
- A discussão abordou impactos em empregos, preços de serviços de streaming, disponibilidade de conteúdo e efeitos na indústria de cinemas.
- O senador Josh Hawley acusou a Netflix de promover conteúdo trans para crianças; Sarandos negou ter agenda política ou ideológica.
- A oitiva também teve a participação de Bruce Campbell, diretor de receitas e estratégia da WBD, que defendeu a operação e o diálogo com reguladores.
- A aquisição é avaliada por autoridades antitruste, com o acordo avaliado em 82,7 bilhões de dólares em dinheiro, e a possível concentração sendo analisada por órgãos federais e estaduais.
Netflix co-CEO Ted Sarandos foi questionado nesta terça-feira sobre a fusão com os ativos de cinema e streaming da Warner Bros Discovery, em audiência no Senado dos EUA. O objetivo é avaliar impactos na concorrência, empregos e preços para consumidores.
A oitiva, realizada pela subcomissão de antitruste, política de competição e direitos do consumidor, contou com a participação de Bruce Campbell, diretor de receita e estratégia da Warner Bros Discovery. Os congressistas discutiram efeitos da operação para o mercado de entretenimento.
Entre as perguntas, o senador Josh Hawley levantou dúvidas sobre conteúdo voltado a crianças e a suposta promoção de pautas trans, segundo ele. Sarandos afirmou que a programação da Netflix não tem agenda política e busca atender a diferentes gostos.
Sarandos também respondeu a críticas sobre o impacto da fusão em empregos, afirmando que a WarnerBros studio continuará operando amplamente como está. O debate incluíu preocupações sobre aumento de tarifas, diminuição de conteúdo para usuários e possível prejuízo aos cinemas.
Questionamentos de outros senadores desembocaram em temas como doações de funcionários da Netflix a democratas e alegações de promoção de diversidade e inclusão. O executivo reiterou que a Netflix não possui agenda política e oferece programação variada.
O chair da subcomissão, o senador Mike Lee, abriu a sessão ressaltando que a fusão pode criar condições para reduzir a concorrência já existente, caso a Netflix passe a deter maior controle sobre o conteúdo. Questionou-se se o acordo pode aumentar o domínio da plataforma.
Participantes e contornos da negociação
Senadores republicanos, como Chuck Grassley, destacaram que a operação pode influenciar preços e escolhas dos consumidores, exigindo competição real. Em resposta, Sarandos destacou o valor da fusão e a visão de ampliar conteúdo a custos menores para o público.
O acordo, anunciado originalmente em dezembro, evoluiu com a Netflix elevando, em janeiro, o valor da proposta para 82,7 bilhões de dólares, em pagamento integral à vista. A Paramount Skydance havia apresentado outras propostas para o conjunto da Warner Bros Discovery.
Ponderação regulatória e próximos passos
Cory Booker, democrata, afirmou que reguladores de antitruste devem avaliar a fusão de forma justa, sem viés político. Ele lembrou que a consolidação no setor é um tema já presente na economia, com impactos sobre o que é visto e consumido pelo público.
Especialistas em antitruste aguardam a avaliação do Departamento de Justiça e da Comissão Federal de Comércio, com possíveis ações de Estados e processos legais adicionais. A avaliação pode influenciar a viabilidade do negócio antes de qualquer fechamento.
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