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Netflix co-CEO é questionado por senadores sobre fusão com Warner Bros. Discovery

Senadores questionam fusão Netflix–Warner Bros Discovery sobre competição, preços e impacto de conteúdos para crianças no streaming

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Netflix co-CEO Ted Sarandos testifies before the Senate subcommittee in the Dirksen Senate office building on 3 February in Washington DC.
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  • O co-presidente-executivo da Netflix, Ted Sarandos, foi questionado no Senado sobre a fusão da Netflix com ativos da Warner Bros. Discovery (WBD), em audiência sobre competição.
  • A discussão abordou impactos em empregos, preços de serviços de streaming, disponibilidade de conteúdo e efeitos na indústria de cinemas.
  • O senador Josh Hawley acusou a Netflix de promover conteúdo trans para crianças; Sarandos negou ter agenda política ou ideológica.
  • A oitiva também teve a participação de Bruce Campbell, diretor de receitas e estratégia da WBD, que defendeu a operação e o diálogo com reguladores.
  • A aquisição é avaliada por autoridades antitruste, com o acordo avaliado em 82,7 bilhões de dólares em dinheiro, e a possível concentração sendo analisada por órgãos federais e estaduais.

Netflix co-CEO Ted Sarandos foi questionado nesta terça-feira sobre a fusão com os ativos de cinema e streaming da Warner Bros Discovery, em audiência no Senado dos EUA. O objetivo é avaliar impactos na concorrência, empregos e preços para consumidores.

A oitiva, realizada pela subcomissão de antitruste, política de competição e direitos do consumidor, contou com a participação de Bruce Campbell, diretor de receita e estratégia da Warner Bros Discovery. Os congressistas discutiram efeitos da operação para o mercado de entretenimento.

Entre as perguntas, o senador Josh Hawley levantou dúvidas sobre conteúdo voltado a crianças e a suposta promoção de pautas trans, segundo ele. Sarandos afirmou que a programação da Netflix não tem agenda política e busca atender a diferentes gostos.

Sarandos também respondeu a críticas sobre o impacto da fusão em empregos, afirmando que a WarnerBros studio continuará operando amplamente como está. O debate incluíu preocupações sobre aumento de tarifas, diminuição de conteúdo para usuários e possível prejuízo aos cinemas.

Questionamentos de outros senadores desembocaram em temas como doações de funcionários da Netflix a democratas e alegações de promoção de diversidade e inclusão. O executivo reiterou que a Netflix não possui agenda política e oferece programação variada.

O chair da subcomissão, o senador Mike Lee, abriu a sessão ressaltando que a fusão pode criar condições para reduzir a concorrência já existente, caso a Netflix passe a deter maior controle sobre o conteúdo. Questionou-se se o acordo pode aumentar o domínio da plataforma.

Participantes e contornos da negociação

Senadores republicanos, como Chuck Grassley, destacaram que a operação pode influenciar preços e escolhas dos consumidores, exigindo competição real. Em resposta, Sarandos destacou o valor da fusão e a visão de ampliar conteúdo a custos menores para o público.

O acordo, anunciado originalmente em dezembro, evoluiu com a Netflix elevando, em janeiro, o valor da proposta para 82,7 bilhões de dólares, em pagamento integral à vista. A Paramount Skydance havia apresentado outras propostas para o conjunto da Warner Bros Discovery.

Ponderação regulatória e próximos passos

Cory Booker, democrata, afirmou que reguladores de antitruste devem avaliar a fusão de forma justa, sem viés político. Ele lembrou que a consolidação no setor é um tema já presente na economia, com impactos sobre o que é visto e consumido pelo público.

Especialistas em antitruste aguardam a avaliação do Departamento de Justiça e da Comissão Federal de Comércio, com possíveis ações de Estados e processos legais adicionais. A avaliação pode influenciar a viabilidade do negócio antes de qualquer fechamento.

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