- Filme A Voz de Hind Rajab, palestino da diretora Kaouther Ben Hania, usa gravações reais de uma menina de seis anos após um bombardeio; concorre ao Oscar de melhor filme estrangeiro e tem coprodução de Brad Pitt e Joaquin Phoenix.
- As imagens mostram a menina sobrevivente e o ataque do exército israelense; o material original aumenta a dramaticidade do horror relatado.
- Outro título indicado é Águias da República, egípcio-sueco, que aborda o golpe que depôs o presidente eleito Mohamed Morsi e levou Abdel Fattah al-Sissi ao poder; também disputa o Oscar de melhor filme estrangeiro.
- O texto aponta padrões de golpes de Estado no Sul do mundo, citando casos como o Chile e o Brasil, com menção a participações internacionais e à figura de Castello Branco e Pinochet.
- O artigo questiona a atuação de instituições internacionais e nepotismos políticos, citando Frantz Fanon para discutir imperialismo e legitimação de conflitos.
Na matéria, dois filmes internacionais discutem temas de violência, traumas e pedagogia da verdade. A obra palestina A Voz de Hind Rajab, dirigida pela tunisiana Kaouther Ben Hania, traz gravações reais de uma menina de seis anos envolvendo o Crescente Vermelho na Palestina. O conteúdo registra o ataque de tanques a uma família, com apenas a menina sobrevivente.
A Voz de Hind Rajab é apresentada como candidata ao Oscar de melhor filme estrangeiro e tem coprodução associada a Brad Pitt e Joaquin Phoenix, cujos nomes aparecem como apoiadores da produção. A película busca revelar o horror vivido e provocar reflexão sobre políticas de conflito.
Até o momento da divulgação, o filme concorre ao Oscar, ampliando o debate sobre violência de guerra e direitos humanos, conforme cobertura de festivais e sessões de imprensa. A obra utiliza material original para mostrar o impacto humano do conflito.
Premissas e produção
Águias da República, filme egípcio-sueco, também concorre ao Oscar de melhor filme estrangeiro. A obra analisa o golpe que depôs o presidente Mohamed Morsi e levou Abdel Fattah al-Sissi ao poder no Egito, acompanhando a trajetória política do país.
A narrativa apresenta uma leitura crítica sobre golpes de estado na região, destacando impactos sobre instituições democráticas e direitos civis. O documentário situa-se num conjunto de obras que discutem autoritarismo e políticas externas em cenários de instabilidade.
Contexto internacional
A produção traça paralelos entre golpes no Sul do mundo e intervenções de potências externas, citando exemplos históricos para fundamentar a análise. A obra também aborda o papel de atores internacionais na condução de crises políticas internas.
Outra seção da cobertura aborda a percepção pública sobre esses episódios e o papel dos organismos internacionais em contextos de conflito. As obras são tratadas como parte de um conjunto crítico, que visa apresentar dados e situações verificáveis sem juízos de valor.
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