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Estrelas de cinema em fim de carreira atraídas para a TV

Atores veteranos de cinema migram para a televisão, oferecendo papéis complexos e ampliando o alcance público na nova era de ouro do streaming

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Harrison Ford as Jacob Dutton in Paramount’s 1923.
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  • A era do streaming aproxima estrelas veteranas do cinema de papéis na televisão, com oportunidades de construir personagens complexos.
  • Em Shrinking, Harrison Ford interpreta o mentor octogenário de Jason Segel, explorando envelhecimento, família e Parkinson, com Ford recebendo as melhores falas.
  • Exemplos como 1923 mostram que atores de idade avançada seguem fortes na TV, com Ford ao lado de Helen Mirren em um drama sobre uma família de rancho durante a Grande Depressão.
  • O cenário atual da televisão oferece maior variedade de dramas de qualidade para veteranos, em comparação com o passado, quando muitos dariam as costas à TV.
  • Embora haja mais oportunidades para homens, a presença de mulheres idosas ainda enfrenta barreiras, refletindo desigualdades de gênero na indústria.

Na era das plataformas, astros de cinema com décadas de carreira migram cada vez mais para a televisão. Séries como Shrinking, com Harrison Ford ao lado de Jason Segel, reforçam esse mercado, onde grandes nomes lidam com personagens complexos e audiências robustas. Ford interpreta o mentor octogenário do protagonista, enquanto a trama acompanha temas como luto e desafios pessoais.

A tendência não é casual: veteranos aparecem em produções de alto orçamento, buscando relevância e novas oportunidades. Em 1923, da franquia Yellowstone, Ford figura ao lado de Helen Mirren, em um drama ambientado na GrandeDepressão. Em ambos os casos, o peso da estrela confere gravidade aos enredos. O conteúdo explora a crueza de protagonistas mais velhos sem recusar ambições artísticas.

Astros veteranos em TV

Ao lado de Ford, outros grandes nomes reforçam a ideia de que TV pode oferecer papéis de prestígio. Meryl Streep participou de Big Little Lies e depois migrou para a comédia Only Murders in the Building. Gary Oldman atua em Slow Horses, explorando nuances de personagens envelhecidos. Kathy Bates integra produções que valorizam a experiência, enquanto Sly Stallone estreia em Tulsa King, outra produção de Taylor Sheridan.

O movimento também evidencia mudanças na percepção da indústria. Anos atrás, grandes atores evitavam a TV, preocupado com a imagem de encore no cinema. Hoje, há mais possibilidades e maior disponibilidade de dramas de qualidade. Mesmo com exceções, o retorno de nomes consagrados costuma atrair público e acrescentar credibilidade às séries.

Razões e impactos

A explicação envolve finanças, mercado e contexto recente. A indústria sofreu impactos da Covid-19 e de greves de escritores e atores, pressionando orçamentos e valorizando produções com apelo de público estável. Além disso, o streaming mantém a demanda por conteúdo original, aumentando as oportunidades para veteranos.

Outra dimensão é a distribuição de papéis entre gêneros. Embora ainda haja predomínio masculino, há sinais de maior abertura para protagonistas mais velhos, especialmente em produções com foco dramático. A remuneração e o tempo de tela costumam favorecer perfis que oferecem experiência e densidade emocional.

Conclui-se que o cenário atual representa uma nova fase para atores com carreira consolidada: oportunidades de atuar em produções de alto nível, com maior tempo para desenvolver personagens, sem abrir mão da visibilidade. Enquanto isso, o mercado continua buscando equilíbrio entre orçamento, qualidade e audiência.

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