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John Lithgow vê posição de JK Rowling sobre direitos trans como irônica

John Lithgow critica postura de JK Rowling sobre direitos trans como irônica e inexplicável, enquanto encara reação pública à sua participação como Dumbledore

John Lithgow at the Royal Albert Hall, London in 2025. The actor, who is playing Albus Dumbledore in the new Harry Potter series, has said he finds JK Rowling’s views on trans rights ‘ironic and somewhat inexplicable’. Photograph: David Levene/The Guardian
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  • John Lithgow chamou as posições de JK Rowling sobre direitos trans de irônicas e inexplicáveis, dizendo que a reação negativa à sua participação na série de Harry Potter o incomoda.
  • A série, produzida pela HBO, será uma adaptação longa do cânone e deve estrear em 2027, com duração prevista de oito anos.
  • Lithgow ressaltou, em festival em Roterdã, que os livros tratam de aceitação e da relação entre bondade e crueldade.
  • Alguns atores do elenco, como Nick Frost e Paapa Essiedu, se distanciaram das opiniões de Rowling desde que participaram do projeto.
  • O histórico de Rowling sobre o tema é citado, incluindo declarações públicas e doações a causas ligadas a direitos de mulheres, conforme reportagem.

John Lithgow comentou as falas de JK Rowling sobre direitos trans e classificou a posição da escritora como irônica e inexplicável. O ator afirmou que a repercussão de sua participação como Albus Dumbledore na nova série de Harry Potter o incomoda. A declaração ocorreu durante apresentação no festival de cinema de Roterdã, após exibição de seu filme mais recente, Jimpa. O projeto é uma produção da HBO e promete ser um dos mais caros da história da TV.

Lithgow ressaltou que a obra de Rowling, que nasceu como literatura para jovens, alcançou grande popularidade e aborda temas de aceitação. Segundo ele, a obra de Rowling envolve sentimentos de bondade contra crueldade, bem como bem versus mal, pontos que, na visão dele, permanecem centrais mesmo diante de controvérsias.

O artista disse ter lido as opiniões de Rowling, mas afirmou não ter conhecido a escritora pessoalmente e ressaltou que não há participação direta dela na produção. Ele elogiou a qualidade dos profissionais que estão readaptando o universo de Hogwarts para oito temporadas televisivas, destacando o desejo de trabalhar com eles.

Contexto do elenco e controvérsia

Durante o relato em Roterdã, Lithgow lembrou ter recebido de um amigo com filho trans um artigo intitulado a pedir que ele abandonasse o projeto. O ator explicou que optou por permanecer no elenco, mesmo diante da pressão. Um espectador do evento manifestou desapontamento com a decisão, chegando a deixar a sala em protesto.

Reportagens apontam que Rowling permanece como produtora executiva da série, que terá uma visão fiel aos livros. Em 2020, a escritora publicou um longo texto defendendo mudanças nas leis de reconhecimento de gênero e enfatizando a defesa de espaços separados para mulheres cisgênero. Ela também destinou recursos a organizações que atuam em defesa de direitos específicos.

Outros membros do elenco, como Nick Frost (Hagrid) e Paapa Essiedu (Snape), anunciaram distanciamento de algumas posições de Rowling desde o anúncio do seriado. Em contrapartida, atores da saga original, como Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint, além de Eddie Redmayne, já fizeram declarações públicas de distanciamento de posições da escritora.

A série de Harry Potter está prevista para estrear em 2027 e, segundo a HBO, deverá seguir fielmente as obras de Rowling ao longo de uma década de produção. Lithgow brincou sobre o contrato de oito anos, destacando que continuará no papel por toda a duração planejada do projeto.

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