- A camiseta amarela, criada em 1978 pela Pitombeira dos Quatro Cantos, de Olinda, vendia apenas dezenas por mês antes do filme.
- Com The Secret Agent e a divulgação de Wagner Moura, as camisas passaram a esgotar quase todos os dias.
- Desde o lançamento no Brasil, já foram vendidas mais de 10 mil camisetas, em lojas online e na sede do grupo.
- O custo da produção inclui cerca de £ eight por peça; o grupo, com 150 integrantes, gasta £ 12,6 mil para as duas paradas de carnaval anuais.
- Há também versões não oficiais em circulação, o que levou a Pitombeira a pedir que não sejam compradas, para não prejudicar o grupo.
A jaqueta amarela de uma cena de The Secret Agent ganhou novo fôlego no Brasil. O filme, indicado a quatro Oscars e dois Bafta, fortaleceu a demanda por uma camiseta vintage que aparece em poucas cenas.
A peça foi originalmente produzida em 1978 pela Pitombeira dos Quatro Cantos, grupo de carnaval de Olinda, cidade litorânea de Pernambuco. Antes da estreia do longa, o item vendia apenas algumas dezenas por mês.
A ascensão das camisas
Com o lançamento do suspense político ambientado na ditadura militar, e após a vitória de Wagner Moura no Globo de Ouro, as camisetas passaram a vender quase diariamente. A empresa divulgou que dezenas de novas camisas chegam quase todo dia e costumam se esgotar rapidamente.
Como o item ganhou significado político
A procura é especialmente expressiva entre simpatizantes de esquerda. No entanto, há também uma leitura de apoio à democracia, já que o filme aborda abusos do regime entre 1964 e 1985. A produção brasileira gerou debate sobre a memória histórica.
Olinda, o grupo e a economia local
Desde o lançamento no Brasil, mais de 10 mil camisas foram vendidas, frente a 3 mil em todo o ano anterior. Olinda, cidade com forte patrimônio arquitetônico colonial, recebe milhões de visitantes anualmente, ajudando o cenário cultural local.
O papel da peça no filme
No enredo, a camiseta surge quando o protagonista Marcelo se refugia em um conjunto habitacional durante o carnaval. A estética resulta de pesquisa de acervos fotográficos da região na década de 1970, segundo a diretora de figurinos.
Impacto financeiro e produção
A Pitombeira tem 150 membros e precisa de cerca de 12,6 mil euros para custear duas horas de carnaval. O grupo depende de apoio público e de venda de souvenirs, como camisas, para manter as atividades.
Versões e pirataria
O valor de cada camiseta oficial é em torno de 8 euros, com uma versão premium vendida a 21 euros. Camisetas não oficiais aparecem em mercados de rua, o que preocupa a empresa pela falta de retorno ao grupo.
Conclusão do impacto cultural
A diretora de figurinos ressaltou que a visibilidade gerada pelo filme favorece o grupo, que utiliza imagens históricas para oferecer retorno econômico e viabilizar o carnaval. O efeito bilógico entre cinema e cultura local permanece em evidência.
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