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Da cultura incel à Casa Branca: o impacto de American Psycho na masculinidade

Reestreia no Almeida de American Psycho conecta Bateman a debates sobre masculinidade e toxicidade, com reflexos na cultura e na política

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Patrick Bateman’s business card.
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  • A montagem reimaginada de American Psycho chega ao Almeida, em Londres, com ensaios em andamento e apresentação até 14 de março.
  • A história acompanha Patrick Bateman, banqueiro dos anos oitenta, em sátira ao consumismo e à cultura de Wall Street, com humor ácido e violência gráfica.
  • O romance, lançado há décadas, gerou controvérsia e críticas, mas é visto como exploração da alienação e da fragilidade masculina.
  • Analistas contemporâneos comparam Bateman a figuras atuais de masculinidade tóxica e a influenciadores e políticos, discutindo paralelos com o mundo real.
  • O diretor Rupert Goold destaca a obra pela “qualidade de Dostoiévski” e propõe usar a encenação para examinar a masculinidade moderna e a cultura da superfície.

O musical American Psycho retorna ao Almeida Theatre, em Londres, com uma releitura que mantém a sátira sobre poder, status e masculinidade. A produção reimaginada percorre a história de Patrick Bateman, um banqueiro de Wall Street dos anos 1980, em formato musical. O retorno ocorre em 2026, com foco na era digital e na cultura de performance masculina. O objetivo é oferecer uma leitura contemporânea do texto original sem perder a essência satírica.

A encenação, dirigida por Rupert Goold, busca explorar a alienação masculina e o fascínio pela aparência. O elenco trabalha para traduzir a tensão entre brilho externo e brutalidade interna, mantendo o humor ácido e as referências ao consumo conspícuo. A montagem reflete debates atuais sobre identidade, poder e violência estrutural.

O Almeida iniciou os ensaios com o elenco já consolidado para a temporada de retorno. A produção original no espaço londrino estabeleceu a referência visual e estética que persiste na revisita, com adaptações que atualizam referências culturais e tecnológicas.

Contexto e objetivo

O espetáculo investiga a figura do protagonista como símbolo de uma cultura de consumo. Bateman é apresentado em meio a marcas, grooming e jantares sofisticados, enquanto protagoniza cenas de violência que a obra utiliza para criticar o capitalismo de época. A dramaturgia busca tornar o tema relevante para o público atual, sem perder o tom satírico.

Relevância contemporânea

Analistas afirmam que a peça dialoga com fenômenos atuais de busca por validação online e comparação constante. A encenação propõe debate sobre impacto de redes sociais, superficialidade das capas de sucesso e desumanização nas relações. A leitura busca conectar passado e presente sem demonstrar viés.

###Equipe e elenco

O diretor musical e o elenco central trabalham para manter o equilíbrio entre humor e crítica. A escolha de atores enfatiza a estética de status, ansiedade e necessidade de pertencimento que perpassam a narrativa. A produção também contempla referências a formatos midiáticos atuais.

Temas de política e cultura

O texto aborda o fascínio por poder e riqueza, explorando a construção de identidades e a imaginação de vilões. A montagem analisa como a violência passa a provocar menos reação diante de cenas de glamour e riqueza extraordinários. A obra, portanto, segue provocando debates sobre masculinidade tóxica.

Desdobramentos artísticos

A nova leitura do musical reforça o alcance da obra como objeto de estudo sobre a cultura de incels, grindset e hipercompetitividade. O elenco aponta que a popularidade de Bateman permanece atrelada ao insustentável glamour de um mundo de aparências.

Críticas e recepção

Especialistas avaliam que a obra oferece uma visão pontual sobre a fragilidade masculina na era digital. A encenação é destacada pela direção e pela capacidade de manter o texto original, ao mesmo tempo em que dialoga com dilemas de hoje.

Disponibilidade

American Psycho fica em cartaz no Almeida Theatre, em Londres, até 14 de março. A produção busca atrair público interessado em música, teatro e debates sobre masculinidade contemporânea. A temporada promete abrir espaço para novas leituras do clássico.

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