- Placebo vai compor a trilha musical para uma nova encenação de The Resistible Rise of Arturo Ui, de Bertolt Brecht, para a Royal Shakespeare Company.
- Mark Gatiss fará Ui, em estreia na Royal Shakespeare Company, com apresentação prevista para 11 de abril no Swan Theatre, em Stratford-upon-Avon.
- Esta é a primeira incursão teatral da banda, que teve sucesso desde os anos noventa e lança o álbum mais recente Never Let Me Go, que chegou ao top três da parada de álbuns.
- Brian Molko e Stefan Olsdal disseram estar honrados e animados com a colaboração, destacando a relevância histórica e atual da peça, enfocando poder, alienação e decadência moral.
- O diretor Seán Linnen elogiou a trilha do Placebo como expansiva, dark e teatral, ressaltando as ressonâncias do texto com a realidade política de hoje.
Placebo vai compor a trilha sonora de uma nova produção de The Resistible Rise of Arturo Ui, de Bertolt Brecht, encenada pela Royal Shakespeare Company. A estreia está marcada para 11 de abril, no Swan Theatre, em Stratford-upon-Avon, com Mark Gatiss no papel-título. A parceria une música contemporânea e teatro clássico para explorar o poder, a corrupção e a violência.
A peça, escrita em 1941, é uma alegoria sobre a ascensão de um gângster em Chicago que domina o comércio de verduras por meio do medo. A produção situará Ui em um contexto histórico claro, apontando paralelos com a ascensão de regimes totalitários.
Placebo, conhecida por hits nas décadas de 1990 e 2000, faz sua primeira incursão no teatro. Brian Molko e Stefan Olsdal afirmam que o projeto é uma oportunidade de explorar temas de poder, alienação e decadência moral através da música.
Colaboração criativa
O diretor Seán Linnen descreve a trilha compost de forma expansiva, sombria e teatral, buscando uma fusão entre a melancolia do rock e a dramaticidade da encenação. A produção ressalta que o debate sobre extremismo continua relevante nos dias atuais.
Linnen aponta que, apesar de ter sido escrita há décadas, a peça dialoga com a realidade política contemporânea ao refletir sobre ameaças de radicalização e governança autoritária, segundo o diretor.
A obra de Brecht, iniciada em 1941, teve sua estreia apenas após a morte do autor, em 1958. Recentemente, encenações do texto incluíram uma versão com Lenny Henry em Londres, na Donmar Warehouse, em 2017.
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