- Tragédia em Canindé, Ceará, no início de 1994 deixou uma criança de 7 anos morta após tentar reproduzir uma cena de Chaves.
- A mãe escreveu uma carta a Silvio Santos descrevendo a dor e dizendo que a vida dela mudou para sempre.
- A escola apresentou um boicote à programação do SBT, com a diretora classificando-a como “muito dirigida à violência” e deixando a carteira do garoto vazia.
- Na época, a série Chaves ocupava a faixa das 13h, compondo uma grade com outros programas infantis e vespertinos.
- O então diretor do SBT, Ademar Dutra, disse não haver culpa do canal ou do programa, descrevendo a produção como passatelo, sem violência nos personagens.
O caso remonta a 1994, quando uma tragédia em Canindé, no Ceará, ganhou contornos nacionais. Um garoto de 7 anos morreu após tentar reproduzir uma cena do humorístico Chaves exibido pela TV. A notícia reacendeu debates sobre a influência da televisão na formação de crianças.
Na época, a produção do SBT estava em plena circulação no horário infantil. O episódio envolvendo o menino, identificado pela imprensa como P.V. S., ocorreu no carnaval de 1994, quando a turma do seriado aparecia em cenas com impacto visual forte para o público jovem.
A mãe da vítima enviou uma carta a Silvio Santos, fundador do SBT, descrevendo a dor e a surpresa diante da fatalidade. Ela afirmou que a disputa entre emoção e proteção da família pesava sobre sua vida, deixando claro que a perda seria sentida por toda a família.
Contexto histórico
A escola onde o garoto estudava pediu avaliação da programação, chegando a propor boicote a conteúdos considerados violentos. Em 1º de fevereiro de 1994, Chaves ocupava o horário das 13h, em meio a outras atrações infantis da emissora, o que ampliava o debate.
Reações da época
Ademar Dutra, então diretor do SBT, afastou qualquer responsabilidade do canal pela tragédia. Ele classificou a crítica como injusta, defendendo o tom do humor apresentado pelo programa e enfatizando seu estilo de comédia de pastelão.
Desdobramentos subsequentes
O episódio ganhou dimensão nacional ao longo dos anos, alimentando discussões sobre a relação entre entretenimento infantil e segurança emocional de crianças. Autoridades e especialistas passaram a debater diretrizes para conteúdos voltados ao público infantil.
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