- A slop de IA é um fenômeno de conteúdo de baixa qualidade criado por IA, usado para obter views em plataformas desde 2024 e 2025.
- Exemplos virais incluem shrimp Jesus, vídeos de pessoas afirmando comemorar aniversários de 122 anos e minisséries com gatos; a tendência ganhou força com modelos de IA mais acessíveis.
- Surgimentos como a “ghiblilização” passaram a usar geradores de imagem alimentados por IA, com impactos em temas sensíveis e respeito a direitos autorais.
- Criadores de slop vêm de todo o mundo; um caso destacado é o de Oleksandr, na Ucrânia, que, no auge, administrava 930 canais e chegava a 20 mil dólares por mês, hoje próximo de 3 mil dólares.
- Plataformas, como o YouTube, têm aumentado as remoções; o conteúdo muitas vezes recorre a apelo sexualizado para monetização, gerando debates sobre qualidade e regras.
O AI slop conquistou a internet em 2024 e 2025, marcado por conteúdos gerados por IA de qualidade duvidosa. Produtores criaram imagens e vídeos surreais para atrair visualizações, impulsionados por plataformas dominadas por poucos gigantes da tecnologia.
Entre os temas mais virais estão imagens de figuras religiosas mescladas com animais e vídeos de figuras comuns em situações inusitadas. A tendência ganhou força com modelos de linguagem avançados que facilitaram a criação de conteúdos semelhantes aos produzidos por profissionais.
A “fala” do público e a economia de cliques ajudaram a consolidar o fenômeno, que já é tema de estudos sobre a influência de algoritmos e a dependência de grandes plataformas. O interesse é global, com criadores de várias regiões explorando formatos de baixo custo.
Expansão e impactos
A tendência ganhou contornos de violação de direitos autorais e de uso de estilos de terceiros, como o Studio Ghibli, por meio de geradores de imagens. Eventos recentes mostraram conteúdos envolvendo figuras públicas e temas sensíveis, gerados por IA.
Especialistas destacam que o AI slop não é apenas tecnológico: é também econômico. A produção rápida, com pouca exigência de narrativa, favorece quem consegue monetizar rapidamente, mesmo diante de políticas de plataformas.
Perfil de criadores revela uma forte componente global. Nascem em vários países e, mesmo com dificuldades, muitos conseguem monetizar vídeos. Em alguns casos, equipes gerenciam centenas de canais simultaneamente.
Apenas uma parte dos produtores atinge ganhos estáveis. Dados de fontes do setor indicam que uma parcela reduzida obtém rendimentos significativos, enquanto muitos enfrentam bloqueios e desmonetização frequentes.
Como funciona na prática
Casos estudados mostram empresas com equipes smalls que operam dezenas de canais. Conteúdos incluem histórias narradas por IA, imagens estáticas e cenas de animais, muitas vezes sem enredo claro.
Outras produções exploram temas provocativos ou humorísticos, com maior risco de violação de políticas de plataformas. A adaptação rápida a mudanças de regras é comum entre os criadores.
Em geral, a estratégia envolve produção rápida, baixo custo e otimização para engajamento. O tom é voltado a imagens surreais, cliques e compartilhamentos, com pouca ênfase em qualidade literária ou visual.
YouTube, responsável por grande parte do ecossistema, afirma tratar IA como ferramenta. A plataforma ressalta que conteúdo deve cumprir diretrizes e ser removido caso viole políticas.
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