- O projeto Black Gaze inicia neste fim de semana no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, e se estenderá por dois fins de semana.
- A mostra foca no cinema negro e em debates sobre feminismo e anti-racismo, com curadoria de Kitty Furtado (Ana Cristina Pereira).
- Serão exibidos curtas produzidos entre 2011 e 2025, de cineastas como Lolo Arziki e Pocas Pascoal; a sessão de abertura é Por Aqui Tudo Bem (2011/2015), com prêmios internacionais.
- As sessões incluem debates com os cineastas, promovendo diálogo sobre o olhar negro no cinema; os filmes abordam memória, ancestralidade, ecologia, feminismo e antirracismo.
- Os preços são: passe geral de 30 euros; bilhetes diários, 7,5 euros; e sessões específicas, 5 euros; a curadora prevê futuras edições que explorem outras diaspóricas, como Rio de Janeiro ou Luanda.
O projeto Black Gaze inicia neste fim de semana no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. A mostra, que se estenderá por dois fins de semana, foca no cinema negro e debates sobre feminismo e anti-racismo, com curadoria de Kitty Furtado, nome artístico de Ana Cristina Pereira.
Serão exibidas curtas-metragens produzidas entre 2011 e 2025, de cineastas como Lolo Arziki e Pocas Pascoal. O filme de abertura, *Por Aqui Tudo Bem*, foi concluído em 2011 e estreado em 2015, recebendo prêmios em festivais internacionais. As sessões incluem debates com os cineastas, promovendo um diálogo crítico sobre o olhar negro no cinema.
Temáticas em Foco
Kitty Furtado explica que a mostra é parte de sua pesquisa na Universidade do Minho e busca explorar o conceito de gaze negro, uma perspectiva que desafia o olhar hegemônico predominante no cinema. O termo, que não possui tradução direta, implica uma relação de poder entre o observador e o objeto observado, sendo uma afirmação política.
Os filmes selecionados abordam temas como memória, ancestralidade, ecologia, feminismo e antirracismo. A curadora destaca a importância de um olhar feminino e feminista, já que muitas cineastas participantes trazem essa perspectiva em suas obras. A produção cinematográfica negra em Portugal tem se expandido, especialmente na última década, impulsionada pelas novas tecnologias e movimentos sociais.
Acessibilidade e Preços
O passe geral para todas as sessões da mostra custa 30 euros, enquanto bilhetes diários estão disponíveis por 7,5 euros e sessões específicas por 5 euros. Furtado expressa a intenção de que esta mostra seja a primeira de muitas, com futuras edições que possam explorar outros contextos e diásporas, como Rio de Janeiro ou Luanda, refletindo a diversidade do cinema negro.
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