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Wagner Moura afirma que explicar Lei Rouanet exige compreensão da Lei Áurea

Wagner Moura repudia ataques à cultura; denuncia ignorância sobre a Lei Rouanet e alerta para a ascensão autoritária nos EUA

Wagner Moura conversa com exclusividade com editora de cultura de CartaCapital, Ana Paula Sousa, durante a exibição de “O Agente Secreto” no Teatro Cultura Artística, no centro da capital paulista. Foto: Reprodução
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  • Wagner Moura criticou ataques da direita ao cinema nacional e aos incentivos culturais, destacando que o setor gera empregos e renda, em comparação com outros setores como agronegócio e indústria automobilística.
  • O ator disse que há pessoas que atacam a Lei Rouanet por ignorância e citou a frase de que “não se pode explicar a Lei Rouanet para quem não assimilou a Lei Áurea”, acusando também má-fé de alguns.
  • A fala foi durante entrevista concedida à CartaCapital na exibição do filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.
  • Moura comentou a escalada autoritária nos Estados Unidos desde a volta de Donald Trump ao poder, citando ações do ICE e discriminação racial contra imigrantes.
  • Ele mencionou o caso da cineasta Bárbara Marques, detida durante regularização de visto, descrevendo o ambiente americano como “estado de exceção” e destacando a possibilidade de retaliação contra ele.

Wagner Moura voltou a criticar ataques da direita ao cinema nacional e aos incentivos à cultura no Brasil. A opinião foi compartilhada em conversa com CartaCapital durante a exibição do filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

O ator destacou que filmes nacionais geram emprego, renda e movimentam a indústria audiovisual, contrapondo exemplos de incentivos fiscais a outros setores. Moura afirmou que há falta de compreensão sobre a Lei Rouanet e citou a comparação com a Lei Áurea para ilustrar sua crítica à ignorância alheia sobre o tema.

Ele argumentou que existem pessoas que sabem como funciona a Rouanet e, mesmo assim, os incentivos são alvo de desinformação agravando o debate público. O ator ainda reforçou a necessidade de distinguir crítica embasada de distorções disseminadas por má-fé.

Contexto internacional

Moura também comentou a atuação da extrema direita nos Estados Unidos desde o retorno de Donald Trump ao poder. Segundo ele, o serviço de imigração utiliza abordagens que lembram práticas discriminatórias, com relatos sobre tratamento de imigrantes em ambientes escolares e religiosos.

O artista citou o caso da cineasta Bárbara Marques, detida durante tentativa de regularizar visto permanente, descrevendo o episódio como indicativo de um “estado de exceção” no país. Moura mencionou ainda ameaça de um jovem bolsonarista caso ele prosseguisse com críticas.

O relato de Moura integra uma visão crítica sobre autoritarismo e restrições a liberdades, associando o debate sobre políticas de incentivos culturais a cenários de repressão política. A entrevista completa está disponível no canal da CartaCapital no YouTube.

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