- Estudo com 1.978 adultos negros que ingressaram na faculdade entre 1940 e 1980 mostra relação entre o ambiente universitário e a saúde cognitiva na vida adulta, com 35% tendo estudado em HBCUs (universidades historicamente negras).
- Aos 62 anos, pessoas que frequentaram HBCUs apresentaram melhor memória e função cognitiva do que aquelas que frequentaram instituições predominantemente brancas (PWIs).
- A pesquisa foi publicada recentemente na Jama Network Open, com colaboração de Rutgers, University of Alabama at Birmingham, Columbia University, Boston University e Harvard University.
- O período de exposição a políticas de educação racial no país — como Brown versus Board of Education, em mil novecentos e cinquenta e dois, e a Lei dos Direitos Civis, de mil novecentos e sessenta e quatro — pode ter influenciado os desfechos cognitivos.
- Conclusão preliminar aponta que ambientes culturalmente afirmativos, como as HBCUs, podem promover saúde cognitiva a longo prazo; o estudo é exploratório e sugere novas análises sobre trajetórias educacionais.
A pesquisa avaliou a relação entre o ambiente universitário e a saúde cognitiva a longo prazo de adultos negros. Foram analisados 1.978 brasileiros? Não, americanos; pessoas negras que ingressaram no ensino superior entre 1940 e 1980. Dentre elas, 35% estudaram em HBCU. O estudo aponta possível vínculo entre o ambiente escolar e bem-estar mental na vida adulta.
Os investigadores compararamgressos de HBCU com graduados de instituições de maioria branca (PWI). O objetivo foi observar efeitos durante três períodos distintos no passado recente, marcados pela supressão de políticas de segregar educação e pela integração escolar formal.
A líder da pesquisa, Dra. Marilyn Thomas, destacou que a exposição ao ambiente de uma HBCU mostrou melhor desempenho cognitivo aos 62 anos em diferentes momentos avaliados. Pessoas que frequentaram HBCU apresentaram memória e função cognitiva mais fortes.
Os dados sugerem que quem frequentou HBCU também teve experiências de vida anteriores distintas, como maior probabilidade de mães com educação superior e maior demonstração de afeto na infância. Esses fatores podem influenciar o desenvolvimento cognitivo.
O estudo, publicado recentemente no Jama Network Open, envolve colaboração de instituições como Rutgers, University of Alabama at Birmingham, Columbia, Boston e Harvard. Os resultados ressaltam que políticas educacionais e o contexto escolar podem impactar a saúde mental ao longo da vida.
Embora o estudo seja exploratório, os autores defendem que ambientes culturalmente afirmativos podem contribuir para a resiliência contra estressores ligados ao racismo. O benefício, segundo Thomas, persiste mesmo após a conclusão do ensino formal.
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