- Noel Paul Stookey, quase 90, é o último membro vivo de Peter, Paul e Mary e relembra os anos 60 com Dylan, o Newport Folk Festival e o discurso “I Have a Dream” de Martin Luther King Jr.
- Ele acompanhou Dylan antes da fama e esteve em momentos-chave, incluindo a performance de “Blowin’ in the Wind” no Newport de 1963 e a participação em Washington, ao lado de Mary Travers e de Dylan.
- O trio saiu vitorioso com acordes e canções emblemáticas, incluindo “Puff the Magic Dragon” e “Leaving on a Jet Plane”, além de atuar na divulgação de canções de Dylan e no movimento pelos direitos civis.
- Mary Travers, mãe solo por grande parte do tempo, foi destaque na história da banda; a ausência de Yarrow e o falecimento de Travers marcaram o fim do grupo, com Stookey mantendo a memória e seus registros.
- Hoje Stookey comenta sobre Beatles, civil rights e o legado do grupo, planeja uma autobiografia e continua ativo na música, sendo o único remanescente do trio.
Noel Paul Stookey, último sobrevivente do trio Peter, Paul and Mary, relembra a atuação que marcou os anos 60. Em uma entrevista para a série Last Man Standing, ele detalha como viveu a época ao lado de Bob Dylan, no Newport Folk Festival, e na Marcha sobre Washington.
Stookey conta que escolheu usar Paul como segundo nome em 1961, por achar que Peter, Noel e Mary era menos marcante. A dupla com Peter Yarrow e Mary Travers ganhou projeção ao apresentar canções como Puff the Magic Dragon e Leaving on a Jet Plane.
O músico, hoje quase aos 90, descreve a busca pelo espaço em Greenwich Village, onde acabou virando apresentador do Gaslight Café. Lá, ajudou a revelar Dylan antes de qualquer destaque e dividiu palco com Joan Baez, além de acompanhar o movimento civil rights.
A vida no cenário folk dos anos 60 foi marcada por momentos históricos. Stookey esteve próximo de Martin Luther King Jr. durante o I Have a Dream, no Lincoln Memorial, e participou da apresentação de Blowin’ in the Wind com Dylan no Newport. Mary Travers faleceria em 2009.
Noel relembra o papel da banda na divulgação de Dylan e na popularização de canções que se tornaram hinos do movimento. Também comenta a relação com Albert Grossman, empresário que ajudou a conduzir a carreira do grupo, e os bastidores da gravação do primeiro disco da Warner Bros.
A recusa de se deixar levar pelo estrelato impulsionou a mudança de rota. Em 1969, ano em que anunciaram a separação, o grupo já enfrentava a exaustão de turnês intensas. Stookey seguiu carreira solo e lançou o Wedding Song, em 1971, antes de se dedicar à família.
Memória e legado
Stookey descreve a vida no palco com Peter e Mary, destacando a presença constante da família e a luta pela saúde de Mary nos anos seguintes. O músico também comenta a influência de Beatles e a forma como o trio conciliou tradição e experimentação.
O entrevistado admite que a era mudou com a invasão britânica, mas afirma que a essência do trio permaneceu: harmonias marcantes, letras engajadas e um desafio às convenções da época. Hoje, ele mantém a memória do grupo com respeito à história.
No momento, Stookey planeja seguir registrando memórias em uma autobiografia e continua ativo em apresentações como duo com Peter, quando possível. A história de Peter, Paul and Mary persiste como capítulo importante da música folk norte-americana.
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