- Clive Davis retorna ao topo da indústria musical com a Arista Records, após quase sair da cena em 1973, quando foi demitido da CBS Records Division.
- O relançamento veio acompanhado de críticas, mas Davis destaca que a Arista opera no azul desde o início, com lucro gerado pela própria gravadora, sem precisar de fundos externos.
- Em menos de três anos, a Arista consolidou-se com lançamentos estratégicos, incluindo Barry Manilow, cujo single “Mandy” chegou ao número um em quinze de janeiro, impulsionando a gravadora.
- A etiqueta investiu em novos talentos e em artistas já com mercado, como Patti Smith, Gil Scott-Heron, Anthony Braxton, os Brecker Brothers e outros, fortalecendo o repertório de música progressiva.
- Em vinte e seis meses após deixar a CBS, Davis afirma que a Arista cresceu significativamente, com aumento de lucros e percepção de um “grande risco” que valeu a pena, marcando a volta do executivo ao cenário musical.
Clive Davis, então presidente da CBS Records, foi demitido em 29 de maio de 1973, em um momento de grande influência na indústria musical. Ele deixou a CBS afastado e se tornou alvo de rumores sobre irregularidades, incluindo acusações de uso indevido de verbas e envolvimento com payola.
Dias depois, Davis contou com o apoio de executivos de Columbia Pictures para lançar uma empresa independente que viria a nascer a partir da Bell Records. A Columbia Pictures investiu cerca de 10 milhões de dólares no projeto, dando fôlego ao novo empreendimento.
O retorno de Davis ganhou força ao formar a Arista Records, cuja marca significava “melhor”. O destaque inicial ficou com Barry Manilow, cuja música ganhou popularidade após o relançamento de faixas com a gravadora. O single Mandy atingiu o topo das paradas, impulsionando a Arista no cenário musical.
Além de Manilow, Davis apostou em artistas com histórico de sucesso modesto, entre eles Eric Andersen, Loudon Wainwright III, Eric Carmen e Martha Reeves. A estratégia combinou lançamentos de talento emergente e reposicionamento de nomes já conhecidos, com especial atenção ao mercado de música progressiva.
A Arista também assumiu o catálogo Tony Orlando e deu suporte ao filme Funny Lady, em meio a iniciativas de distribuição doméstica. Em menos de oito meses, a empresa registrou aumento expressivo de lucro operacional e, em outubro, atingiu o primeiro mês com vendas acima de 4 milhões de dólares.
Entre os desafios, Davis sinalizou a aquisição de Bay City Rollers para a distribuidora americana, uma operação que não refletia plenamente seu estilo de assinatura, embora as vendas superassem 300 mil unidades. O executivo manteve o tom realista sobre o sucesso da empresa diante de um mercado competitivo.
Quase três anos após deixar a CBS, Davis supervisionava um projeto que já mostrava resultados. Em declarações, ele destacou a necessidade de reconstrução constante na indústria, a sinergia entre artistas e gestores e o otimismo com o futuro da Arista, que ganhou notoriedade após o retorno aos holofotes do executivo.
Entre na conversa da comunidade