- SZA pediu que músicos negros rejeitem IA após descobrir que o Suno usou 238 músicas dela para treinar o modelo, incluindo faixas não lançadas.
- Ela criticou Diplo, apontando que ele tem participação no Suno e estaria ajudando a treinar a plataforma com trabalhos de criadores negros.
- O Suno está entre os serviços de IA geradora mais usados; em 2024, três grandes gravadoras processaram a Suno e a Udio por violação de direitos autorais.
- A Suno defende que o uso de músicas protegidas para treinar é legal sob a doutrina do fair use (uso justo).
- Em posts, SZA destacou a dependência desproporcional do trabalho de artistas negros na IA e afirmou não ter proteção legislativa suficiente.
SZA pediu que músicos negros rejeitem a IA após descobrir que centenas de suas canções foram usadas para treinar modelos de inteligência artificial. Em uma Story no Instagram, a cantora revelou que 238 faixas associadas ao seu nome foram utilizadas nesse fim, incluindo algumas não lançadas. A repercussão ocorreu recentemente, segundo ela, com o objetivo de treinar plataformas de IA musical.
A artista apontou Diplo em uma publicação privada, acusando o produtor de possuir participação acionária em Suno e de atuar para treinar o modelo com o trabalho de escritores e produtores negros. A menção ocorre em meio a reportagens que associam Diplo a investimentos em projetos de IA, conforme registro do Wall Street Journal. Suno é uma das plataformas de IA gerativa mais usadas no mercado.
Suna alega que o uso de músicas protegidas por direitos autorais para treinar seus modelos é legal sob a doutrina de uso justo, conforme contestações apresentadas pela empresa em disputas com grandes selos. A reportagem também destaca que, em 2024, três grandes gravadoras processaram Suno e Udio, modelo concorrente, por violação de direitos autorais.
Contexto e desdobramentos legais
Diplo ganhou visibilidade em abril ao comentar o futuro da IA na indústria musical, defendendo adaptação dos criativos. A fala gerou repercussão, reforçando o debate sobre o papel da IA na produção musical e a proteção de artistas, especialmente negros, segundo análises do setor.
SZA ressaltou a concentração do uso de conteúdo de artistas negros por plataformas de IA, argumentando que esse grupo representa 13% da população americana, mas exerce grande influência com sua música. A cantora afirmou não haver proteção suficiente em legislações para criadores, além de expressar desgosto com a prática de uso sem consentimento.
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