- Juliana Linhares lança o álbum Até Cansar o Cansaço, considerado um dos grandes lançamentos do ano, segundo a matéria.
- O disco chega depois de Nordeste Ficção (2021) e muda o tom, explorando um registro mais íntimo, emocional e autoral.
- A temática central é o cansaço encarado como motor criativo, resultado de uma trajetória de shows, viagens e compromissos.
- A produção é de Juliana Linhares e Elísio Freitas, com Marcus Preto na concepção artística, apresentando 11 faixas com pegada nordestina e parcerias relevantes.
- Destaques incluem a faixa-título, Tempos Temporais, Mistério do Óbvio em parceria com Ney Matogrosso e colaborações com artistas como Khrystal, Agnes Nunes, Josyara e Belchior, além de uma conclusão em forma de oração.
Juliana Linhares lança um segundo disco que marca passagem de um projeto autoral de fôlego para um momento de expressão ainda mais íntima. Em Até Cansar o Cansaço, a cantora potiguar concilia experiência de palco e vida pessoal, apresentando uma narrativa em que o cansaço vira tema central sem recair na rendição.
O álbum surge após uma rodada extensa de shows pelo Brasil e, em maior escala, fora do país. A expectativa era alta desde o sucesso de Nordeste Ficção (2021), que consolidou Juliana como intérprete e compositora capaz de sustentar uma produção própria.
A produção fica a cargo da própria artista, em parceria com Elísio Freitas, e conta com Marcus Preto na concepção artística. O repertório mantém a matriz nordestina, mas ganha uma linha de tensão emocional que atravessa as onze faixas. O projeto foi pensado para transformar o desgaste em força criativa.
Faixa a faixa
A faixa-título, escrita por Juliana em parceria com Jef Lyrio, abre o disco com a ideia de dançar até o cansaço se transformar em novo começo. Em seguida aparecem Depois do Breu, com Rafael Barbosa, e Tanto Buliço, com Khrystal, gravada com Agnes Nunes. Essas canções conectam otimismo e peso do mundo.
Emaranhada, de Juliano Holanda, é apresentada como uma faixa que ganhou a participação do compositor. Anastácia, a Rainha do Forró, divide vocais com Juliana em Vida Virada, parceria com Josyara e Elísio Freitas.
Tempos Temporais, feita em parceria com Juliano Holanda, é destacada pela entrega vocal da artista, apoiada pela sanfona de Bebê Kramer e pelo violão de Elísio Freitas. A música é apontada como uma das mais expressivas do ano.
Mistério do Óbvio traz Ney Matogrosso em um registro mais enigmático, mantendo o tom de experimentação do álbum. No fim, a cantora revisita canções nordestinas como O Rabo do Jumento, de Elino Julião, e A Palo Seco, de Belchior, evidenciando referências de origem e resistência.
O disco se encerra com uma faixa que funciona como oração: Futuro (Novos Erros) + Oração pro Sonho. A gravação inclui a participação da mãe, da avó e da madrinha de Juliana, reforçando a dimensão familiar do trabalho.
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