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Zeca Baleiro em turnê com novo single e shows

Zeca Baleiro, aos 60, lança dois livros autobiográficos e um disco em dupla, revelando burnout e bastidores da carreira

Íntimo. Nos textos, Baleiro fala do consumo excessivo de álcool e drogas, de burnout e da perda da companheira na juventude – Imagem: Necka Ayala
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  • Zeca Baleiro celebra sessenta anos e prepara dois livros autobiográficos pela editora própria, Ponto de Bala, com publicação em julho.
  • O primeiro título, A Casca no Caibro, traz episódios de sua vida, incluindo encontros com Belchior em Santa Cruz do Sul; o segundo aborda o burnout vivido há cerca de dez anos.
  • Em abril, Baleiro completou o aniversário e, no mês seguinte, lançou o projeto Zeca 60, revisitando sua obra em quarenta canções distribuídas em quatro álbuns.
  • Em maio, chegou às plataformas um novo disco em parceria com Vicente Barreto, intitulado Sembal.
  • Baleiro comenta que compor tem sido mais complexo por questões financeiras, citando o retorno das plataformas de streaming como irrisório para os artistas.

Zeca Baleiro, aos 60, prepara lançamentos para celebrar a data. O cantor lançou cinco álbuns em 2026 e vai publicar dois livros autobiográficos, um pela editora própria, a Ponto de Bala, ainda sem data de lançamento definida.

Segundo o material da autobiografia A Casca no Caibro, Baleiro relembra encontros marcantes. Um deles ocorreu em Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, onde Belchior viveu recluso até falecer em 2017. O cantor cearense buscou Belchior para desaconselhar o isolamento, oferecendo seu estúdio em São Paulo, sem sucesso.

A história faz parte da obra que será publicada em julho, de forma independente. O livro também aborda o burnout vivido pelo artista há cerca de uma década, tema que ele comenta em entrevista à CartaCapital.

Baleiro completou 60 anos em abril, data que o motivou a lançar o projeto Zeca 60, reeditando 60 canções em quatro álbuns. Em maio chegou o novo disco em parceria com Vicente Barreto, intitulado Sembal, já disponível no repertório do cantor.

O compositor tem realizado duos frequentes nos últimos anos. Em 2022 lançou um disco com Vinicius Cantuária, em 2024 partnership com Chico César e, ainda em 2024, com Wado. As parcerias refletem uma proximidade maior com colegas após o período de pandemia.

Em 2025, Baleiro lançou O Céu de Giz, com uma colaboração ao lado de Lô Borges, convidado para compor dez faixas; cinco ganharam gravação conjunta, outras cinco apenas por Borges. A ideia era também uma turnê, que não foi confirmada devido ao falecimento de Borges.

O percurso de Baleiro ganha contornos de biografia detalhada, que mistura trajetória artística, influências de Cássia Eller, Lenine e Marisa Monte, bem como referências a tradições populares, bossa nova, tropicalismo e rock. O autor ressalta a diversidade de estilos de sua geração.

A obra aponta a mistura de gêneros como marca de uma geração que cresceu ouvindo de Led Zeppelin a Luiz Gonzaga. Entre as gravações de destaque estão Líricas (2000) e Baladas do Asfalto e Outros Blues (2005).

Canções d’Além Mar, de 2020, rendeu ao artista o Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Popular. O cantor também observa que compor se tornou desafiador financeiramente, devido aos baixos retornos das plataformas.

O relato sobre o consumo de álcool e drogas, bem como o período de recuperação, aparece entre os temas de A Casca no Caibro, segundo Baleiro. O texto também traz lembranças de infância e amizades formadas ao longo da carreira.

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