- Jessie J, nome real Jessica Cornish, se apresentou em 29 de maio no programa Singer, em Changsha, cantando My Way e uma nova faixa chamada California, adaptando a letra para Changsha; ela comentou estar nostálica sobre o retorno à China.
- O retorno ressalta o uso crescente da China como mercado lucrativo para artistas ocidentais, com Westlife entre os destaques que trabalham para conquistar fãs locais.
- Desde 2018, o mercado musical chinês ganhou impulso com maior proteção de direitos autorais e queda de streaming ilegal, elevando a China a quarto lugar no ranking global de mercados fonográficos.
- Westlife já se apresentou diversas vezes na China, incluindo performance em Wuhan em 2023 com versão em mandarim e participação no Gala do Festival de Primavera de 2023, reforçando laços com fãs locais.
- Desafios incluem barreira linguística e regras de TV sobre tatuagens, que levaram Jessie J a planejar figurinos para esconder tatuagens durante a apresentação.
Jessie J retornou à China após anunciar, há uma semana, que estava livre de câncer. No dia 29 de maio, a cantora se apresentou no programa Singer, em Changsha, diante de uma audiência estimada em mais de um bilhão de pessoas, com um set que incluiu My Way e a música inédita California, adaptada para Changsha. O retorno aconteceu dois anos após sua primeira entrada no cenário chinês.
Jessica Cornish, nome real da artista britânica, informou aos seguidores pelo Weibo que a experiência foi nostálgica e extremamente positiva. Em entrevista rápida, ela disse ter ficado surpresa com o quanto é reconhecida e celebrada pela audiência local, o que reforça a afinidade entre o público chinês e o estilo de Jessie J, especialmente nas baladas vocais.
A mobilidade da artista evidencia a atratividade do mercado chinês para estrelas ocidentais. O país vive um momento de recuperação de influência internacional na indústria musical, após medidas de proteção de direitos autorais e restrições de streaming, que ampliaram o potencial de ganhos para músicos.
Mercado chinês atrai artistas ocidentais
Profissionais do setor destacam que, desde 2018, o mercado musical da China cresce rápido, com shows de grande alcance e programas populares. Atração de estrangeiros passou a exigir planejamento cuidadoso e aceitação cultural, dividindo espaço com artistas locais.
Westlife tem sido exemplo de inserção gradual. O grupo performou no país mais de 20 vezes, incluindo uma apresentação em mandarim em Wuhan e participação no Gala de Primavera, com público milionário. A receptividade chinesa é mantida por fãs que dominam letras e melodias.
Artistas como Charli XCX também experimentaram versões em mandarim de seus temas, ampliando o interesse pela música estrangeira. Para analistas, a busca pela autenticidade vocal e pela técnica impressiona o público chinês, que valoriza melodia e qualidade vocal.
Desafios operacionais também aparecem, como barreiras de idioma e regras de exibição de tatuagens em televisão, que influenciam a escolha de figurinos. Mesmo com tais obstáculos, a experiência de atuar na China continua sendo vista como estratégica para ampliar alcance global.
Fonte: The Guardian.
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