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Nova Zelândia: cena de festivais encolhe e prejudica artistas locais

Fechamento de festivais independentes na Nova Zelândia corta espaço para artistas locais diante da força de promotores internacionais

An aerial photograph of Splore in 2020 at Tāpapakanga Regional Park in Auckland, New Zealand. After launching in 1998, the Splore festival shut down in 2026 because of difficult economics.
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  • Splore, iniciado em mil novecentos e noventa e oito, teve seu último evento em dois mil e vinte e seis, encerrando por dificuldades econômicas.
  • Nos últimos dois anos, dezenas de festivais na Nova Zelândia encerraram ou foram adiados, incluindo The Others Way, JuicyFest, One Love e Timeless Summer Tour; Laneway segue ativo e em crescimento.
  • O fundador de Splore, John Minty, relata queda de lucros em dois mil e vinte e quatro e ingressos pouco vendidos em dois mil e vinte e seis, com o ingresso de dois mil e vinte e seis a trezentos e oitenta e cinco dólares com acampamento.
  • Promotores internacionais, como Live Nation e Ticketek, ganham espaço no país, o que, segundo críticos, dificulta a competição de festivais locais e pode reduzir oportunidades para artistas nacionais.
  • O governo criou o Fundo de Impulso a Eventos (NZ$ 10 milhões) em dois mil e vinte e quatro, mas Minty afirma que o dinheiro privilegiou grandes nomes internacionais e não atingiu o circuito independente local.

A New Zealand vive um encolhimento da cena de festivais independentes, com o encerramento de Splore em 2026 após quase três décadas. O evento, que começou em 1998 em Karioitahi, encerrou suas atividades por razões econômicas e de viabilidade financeira.

Especialistas e insiders da indústria dizem que a tendência preocupa artistas locais em estágio inicial, que viam nos festivais uma vitrine de lançamento. A diminuição de eventos independentes coincide com o crescimento de promotores internacionais no país, com orçamento maior e alcance global.

Splore, criado por John Minty, encerrou com a edição de 2026 após ter perdido dinheiro em 2024 pela primeira vez sob a sua gestão. Em 2025 houve pausa, na expectativa de melhoria, mas as vendas de ingressos não decolaram na sequência.

Panorama de festivais na Nova Zelândia

A indústria aponta que dezenas de festivais locais encerraram ou pararam nos últimos dois anos, incluindo The Others Way, JuicyFest, One Love e Timeless Summer Tour. O calendário de eventos internacionais ganha espaço em detrimento de promotores locais.

Executivos de shows ressaltam que empresas multinacionais, com forte poder de compra, expandem presença no país. A Laneway, em parceria com a agência Ticketek, registrou público recorde de mais de 35 mil pessoas em 2026, reforçando a competição pelo gosto do público.

Tendências e impactos

Analistas apontam que festivais maiores cobram maior orçamento e logística, o que dificulta a viabilidade de artistas emergentes. O cenário econômico e a menor oferta de financiamento público também contribuem para a redução de eventos independentes.

Ben Howe, fundador de festival e sócio de uma gravadora, alerta para a perda de diversidade e de oportunidades para novos talentos. A redução na variedade de palcos locais pode afetar trajetórias de artistas que ganham espaço inicial nesses encontros.

Perspectivas futuras

Promotores internacionais passam a ocupar espaço cada vez maior no mercado, com maior poder de negociação e agenda de shows. A resposta local envolve equilíbrio entre apoio público, sustentabilidade econômica e preservação de espaços para lançamentos de artistas emergentes.

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