- O Kennedy Center cumpriu ordem judicial e retirou o nome de Donald Trump da fachada, após decisão de um juiz federal de Washington.
- A remoção ocorreu após o patronato do centro ter autorizado o renomeamento, decisão que foi revertida pela Justiça seis meses depois.
- Trabalhadores removiam as letras, totalizando dezoito letras e o ponto, enquanto dezenas de milhares de pessoas assistiam à operação em transmissão ao vivo pela internet.
- A medida faz parte de um processo que já levou à retirada do nome do KC das informações online e de peças de divulgação, com a fachada sendo coberta por uma lona ao amanhecer.
- A ação foi movida pela congressista democrata Joyce Beatty, e o desdobramento ocorre em meio a discussões sobre a renovação do centro e ao risco de seu fechamento a partir de julho.
O Kennedy Center retirou o nome de Donald Trump de sua fachada, cumprindo uma ordem judicial emitida em maio. A operação envolveu desmontar as letras já instaladas e cobrir a fachada com lona durante o procedimento.
Na sexta-feira à tarde, dezenas de milhares de internautas acompanharam a remoção em transmissões ao vivo. Trabalhadores subiram a uma estrutura de andaime para retirar as letras da moldura do prédio, em Washington, nos EUA.
O Kennedy Center, templo das artes, ficou sob vigência de um processo iniciado pelo patronato afim a Trump, que havia autorizado a mudança para The Donald J. Trump and the Kennedy Memorial Center for the Performing Arts. O desfecho veio seis meses após a decisão inicial.
Decisão judicial e desdobramentos
O juiz federal Christopher R. Cooper determinou a retirada das letras, com prazo até a meia-noite local para cumprir a ordem. A decisão sustenta a lei de fundação do KC, de 1964, que estabelece o monumento ao ex-presidente Kennedy, mantendo o nome original para fins institucionais.
No sábado, a fachada amanheceu coberta por lona; a retirada continuou conforme o avanço dos operários, que também reforçaram a estrutura. Protestos do público ocorreram do lado de fora, com manifestações moderadas durante a operação.
A mudança de nome já havia sido anunciada em fases anteriores: primeiro, o ajuste em sites e redes sociais do KC; depois, nas demais áreas de comunicação do espaço. A continuidade do processo depende de a instituição superar o impasse com o patronato e manter programações futuras.
A controvérsia envolve ainda ações judiciais e disputas financeiras, como a demanda da Washington National Opera, que acusa o KC de pendências orçamentárias superiores a 17 milhões de dólares. O desfecho da disputa influencia o calendário de apresentações e contratos.
Analistas apontam que o Kennedy Center pode permanecer em limbo por meses, com impactos significativos para programação e parcerias. O andamento do caso pode moldar o cenário político próximo, dada a relação entre o tema cultural e a atuação de decisões administrativas.
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