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Ópera recente de William Kentridge chega ao Glynbourne

William Kentridge dirige L’Orfeo em Glyndebourne, concebendo a ópera como desenho em quatro dimensões que funde música, texto e espetáculo em experiência sensorial intensa

William Kentridge's New Kleinfontein megaphones (2024-25). Photo: Anthea Pokroy
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  • O artista William Kentridge dirige a ópera L’Orfeo de Monteverdi no Festival Glyndebourne, em Sussex, neste verão.
  • Kentridge diz que dirigir uma ópera é “ trabalhar na quarta dimensão”, com o tempo como parte essencial da experiência.
  • A produção aposta em sensorialidade elevada, sobrepondo música, texto e visual para criar uma “síntese total” da obra.
  • L’Orfeo, em cinco atos, estreou em Mantua em mil seiscentos e sete e encerra com Apolo prometendo vida imortal e a presença eterna de Eurídice.
  • A montagem de Kentridge em 2016, The Return of Ulysses, utilizou marionetes e imagens em vídeo; espera-se que a nova encenação gere algo igualmente inesperado e vibrante.
  • L’Orfeo fica em cartaz de 14 de junho a 25 de julho.

Neste verão, o artista William Kentridge dirige a ópera L’Orfeo de Monteverdi no Glyndebourne Festival, em East Sussex. A apresentação reúne a tradição da montagem barroca com a leitura contemporânea do diretor.

Kentridge afirma que a encenação opera em quatro dimensões, sendo o tempo o elemento adicional. A ideia é superar o realismo e buscar uma experiência sensorial intensa, combinando música, texto e imagens.

O currículo de Kentridge em ópera começou em 2005 com A Flauta Mágica, em Bruxelas. Desde então, dirigiu obras de Shostakovich e Berg em casas como o Metropolitan, em Nova York, e a Scala, em Milão.

Em 2016, seu projeto de Ulysses no Lincoln Center usou fantoches e recursos visuais como radiografias e imagens médicas. A produção seguinte, ainda sob sigilo, deve manter esse tom explosivo de surpresa.

Conceito de encenação

Kentridge descreve o espetáculo como um desenho em quatro dimensões, guiado pela música e pelo libreto. A montagem promete explorar o excessivo estímulo sensorial característico da ópera.

A ópera Monteverdi, em cinco atos, estreou em Mantua em 1607. No enredo, Orfeu busca Eurídice, com Apollo prometendo imortalidade e a presença eterna da amada no sol e nas estrelas.

L’Orfeo fica em cartaz entre 14 de junho e 25 de julho, no Glyndebourne Festival, em East Sussex. Os ingressos e detalhes operacionais devem ser confirmados pela casa de apresentações.

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