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Documentário enfrenta preconceito contra personagens do funk carioca

Massa Funkeira desafia o preconceito contra o funk ousadia ao explorar histórias de sobrevivência e afirmação, no 18º In-Edit Brasil, em São Paulo.

Documentário enfrenta o preconceito contra personagens do funk carioca
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  • Massa Funkeira, dirigido por Ana Rieper, é um documentário de 90 minutos que mergulha no funk ousadia e entra nas histórias por trás das letras e imagens.
  • O filme integra a competição nacional do In-Edit Brasil – Festival Internacional do Documentário Musical, que ocorre de 17 a 28 de junho, em São Paulo.
  • A obra acompanha personagens do funk carioca, como MC Dandara e MC Nem, para mostrar trajetórias de sobrevivência, trabalho e afirmação além dos estereótipos.
  • MC Dandara, abandonada na infância e hoje trabalhando em uma vendinha, é retratada como exemplo de deslocamento entre estereótipo e realidade.
  • O documentário também traz depoimentos de outras artistas, como Valesca Popozuda, Tati Quebra Barraco, MC Carol, DJ Rennan da Penha, Kevin O’Chris e Deize Tigrona, entre outros, revelando dor, violência e, ao mesmo tempo, liberdade e luta cotidiana.

Massa Funkeira, documentário de 90 minutos dirigido por Ana Rieper, integra a competição nacional do 18º In-Edit Brasil, festival internacional de documentários musicais que acontece em São Paulo entre 17 e 28 de junho. O filme mergulha no universo do funk ousadia para mostrar estética, corpos e letras, além das trajetórias de sobrevivência e trabalho por trás do movimento.

O longa apresenta personagens que costumam ficar fora do centro das decisões sobre o gênero. Entre elas está MC Dandara, que venceu uma trajetória marcada por violência doméstica e fuga do Maranhão para o Rio de Janeiro, onde busca realizar o sonho de ser cantora. Hoje aos 58 anos, ela aparece em cena trabalhando numa vendinha, deslocando a figura estereotipada da artista.

Outra figura central é MC Nem, famosa pelos duelos com MC Kátia na música sobre infidelidade feminina, gravada na comunidade do Jacarezinho. O filme amadurece o retrato ao mostrar a filha adotiva ainda pequena, hoje já jovem, o que humaniza a trajetória da cantora.

Mudanças de tema no documentário

A obra acompanha também uma dançarina de funk que, mãe de três filhos, relata sentir alívio com a morte do pai. Ela relembra a infância sob a influência de um cafetão que mantinha várias mulheres em casa e com quem houve abusos.

Participam do filme nomes como Valesca Popozuda, Tati Quebra Barraco, MC Carol, DJ Rennan da Penha, Kevin O’Chris e Deize Tigrona. Os depoimentos, coletados em comunidades, revelam um funk frequentemente julgado de fora, mas pouco ouvido de dentro.

Propósito e impacto

O documentário expõe dor, precariedade e violência, ao mesmo tempo em que evidencia liberdade, desejo, trabalho, invenção e luta por sustento diário. Massa Funkeira se posiciona como um enfrentamento ao preconceito, buscando devolver complexidade a personagens muitas vezes reduzidas ao escândalo.

Contexto do festival

O 18º In-Edit Brasil apresenta uma seleção de filmes que dialogam com a música enquanto vetor cultural. Massa Funkeira entra em cartaz no âmbito da competição, contribuindo para debates sobre representatividade e história do funk carioca.

Detalhes de produção

Ana Rieper assina a direção, com produção que prioriza depoimentos de quem vive o movimento nas comunidades do Rio de Janeiro e de outras regiões associadas ao funk. O longa propõe uma leitura alternativa sobre o subgênero que ganhou notoriedade na década de 1990.

Conexões com o cenário atual

O filme reforça a necessidade de escuta interna das comunidades periféricas, ampliando a visão sobre a diversidade de trajetórias dentro do funk. A proposta é contextualizar as escolhas artísticas e as condições de vida que moldam as cenas musicais.

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