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Sonny Rollins, Saxofonista icônico do jazz, morre aos 95 anos

Sonny Rollins, o Saxofone Colosso do jazz, morre aos 95 em Woodstock, encerrando uma era de improvisação que moldou o gênero

Sonny Rollins
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  • Sonny Rollins morreu aos 95 anos, em casa, em Woodstock, estado de Nova York; a confirmação foi feita pelo assessor de imprensa Terri Hinte.
  • A causa da morte não foi divulgada publicamente até o momento.
  • Rollins era conhecido como Saxophone Colossus, celebrado por redefinir o idioma do jazz com a improvisação.
  • Ao longo da carreira, participou de sessões históricas ao lado de Miles Davis, compôs temas como “Oleo” e fez o álbum Way Out West, entre outros marcos.
  • Recebeu o Grammy de Reconhecimento Lifetime em 2004, a Medalha Nacional das Artes em 2010 e as Honras do Kennedy Center em 2011; aposentou-se oficialmente em 2012 devido a fibrose pulmonar.

Sonny Rollins, a lenda do jazz conhecida como Saxophone Colossus, morreu nesta segunda-feira em sua casa em Woodstock, Nova York. Ele tinha 95 anos. A confirmação foi feita pela assessora de imprensa Terri Hinte. A causa da morte não foi divulgada.

Harlem no berço, Rollins chegou ao jazz ainda jovem, começando no piano antes de migrar para o saxofone. A mãe lhe deu o primeiro saxofone aos 7 anos, e ele descreveu a sensação de tocar como estar em um estado de outra dimensão. Ainda no colegial, estudou tenor com colegas da região.

Logo após a formatura, integrou bandas de bebop com nomes como Fats Navarro e Bud Powell. Uma de suas primeiras gravações importantes foi em 1949, no The Amazing Bud Powell, marco do hard bop que ajudaria a moldar.

Carreira e formatos de banda

Sua trajetória passou por controvérsias, incluindo um período de prisão ligado a problemas com drogas, mas o músico participou de sessões históricas com Miles Davis, como Dig e Collectors’ Items. A faixa Oleo, de Rollins, tornou-se padrão e foi gravada por grandes nomes do jazz.

Em Los Angeles, Rollins registrou Way Out West com um trio sem piano, ao lado do baixista Ray Brown e do baterista Shelly Manne, mantendo o formato de trio reduzido que privilegiava a improvisação. Em entrevistas, o saxofonista destacava a liberdade criativa oferecida por esse arranjo.

Posteriormente, formou o Freedom Suite com Max Roach e Oscar Pettiford, ampliando sua presença como improvisador. Um interesse de Rollins por sonoridades mais livres inspirou colegas como Ornette Coleman, segundo relatos históricos.

Pause e retorno ao estúdio

Após interromper a produção de estúdio de 1959 a 1962, Rollins se dedicou a aperfeiçoar a sua arte, chegando a dizer que praticava no Williamsburg Bridge durante esse hiato. Ao retornar, lançou The Bridge, sinalizando a continuidade de sua fase criativa.

Nas décadas seguintes, colaborou com lendas do jazz — Don Cherry, Coleman Hawkins, Herbie Hancock, Elvin Jones e outros — e criou trilhas sonoras para o cinema britânico, como Alfie, em 1966, além de explorar o campo do free jazz com East Broadway Run Down.

Reconhecimento e momentos marcantes

Em 1981, participou do solo de saxofone na faixa Waiting on a Friend, do Rolling Stones, influenciando sua trajetória e recebendo elogios de Charlie Watts. Rollins permaneceu ativo, mantendo collaborções importantes ao longo dos anos.

Um episódio marcante ocorreu logo após os ataques de 11 de setembro de 2001, quando evacuou o apartamento com apenas o saxofone. Dias depois, realizou o concert in Boston que resultou no álbum Without a Song: The 9/11 Concert.

Rollins recebeu o Grammy de Lifetime Achievement em 2004, a Medalha Nacional das Artes em 2010 e o Kennedy Center Honors em 2011. Em 2012 anunciou a aposentadoria por fibrose pulmonar, mas continuou a considerar novas gravações.

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