- Tinie Tempah e Skye Newman alertam que a indústria musical corre o risco de se tornar mais hostil para artistas da classe trabalhadora se não houver ações de apoio e de busca por talentos de origens diversas.
- Os dois destacam a importância de manter espaços como pequenas casas de show, que funcionam como etapas de aprendizado para novos artistas, e alertam que sem esse ecossistema o talento pode ficar invisível.
- Tempah disse à Guardian, na cerimônia dos prêmios Ivor Novello, que sem cenas diversas em diferentes regiões o setor não terá representatividade real.
- Newman, criada em bairros populares no sudeste de Londres, pediu mais programas para identificar e apoiar talentos de origem semelhante à dela, afirmando que há menos espaço para quem não tem recursos.
- O músico tem apoiado campanhas de casas de shows menores, ressaltando que esses espaços permitem horas de prática, erros e crescimento, e que o fechamento desses locais pode reduzir a diversidade de cenas musicais no Reino Unido.
Tinie Tempah e Skye Newman destacaram os riscos de a indústria musical se tornar mais hostil para artistas da classe trabalhadora. Em entrevista durante o tapete vermelho do prêmio Ivor Novello deste ano, eles defenderam esforço para manter espaços de música que fomentem novas cenas.
Tempah afirmou que a ausência de debates e ações para apoiar cenas regionais compromete a representatividade da indústria. Newman, criada em bairros de council estates no sudeste de Londres, ressaltou a dificuldade de acessar a profissão sem recursos financeiros, equipe e estrutura de apoio.
Contexto
Newman pediu mais programas que descubram talentos em comunidades carentes. Ela relatou que o custo de entrada é alto e que muitos jovens não dispõem de redes de suporte, o que dificulta o caminho para a carreira musical.
Tempah tem atuado como defensor de pequenos venues e de campanhas como Save Our Scene. Ele aponta que o fechamento de espaços reduz o poder cultural britânico e pode atrasar o surgimento de novas tendências.
Desdobramentos
Segundo os artistas, os palcos menores funcionam como trampolins, permitindo prática, evolução de casal de apresentações e aprendizado com erros. A ausência desses espaços, afirmam, pode dificultar a formação de novas expressões musicais no país.
Eles destacam ainda que as cenas costumam emergir de contextos culturais específicos, como o grime, que tem origem negra. A queda de espaços de apresentação é vista como um entrave à diversidade de estilos e de caminhos para talentos de diversas origens.
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